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HomePolíticaAlckmin anuncia grupo de transição de educação - 14/11/2022 - Educação

Alckmin anuncia grupo de transição de educação – 14/11/2022 – Educação

O vice-presidente eleito Geraldo Alckmin (PSB) anunciou nesta segunda-feira (14) os nomes de 14 integrantes da equipe na área de educação no Gabinete de Transição. O nome de quem assume o MEC (Ministério da Educação) no próximo governo Lula (PT) ainda está indefinido.

A equipe inclui representantes de movimentos sociais, sindicatos, fundações ligadas à educação e ex-gestores. Há integrantes envolvidos na educação básica e no ensino superior.

Farão parte da equipe de transição da educação as seguintes pessoas:

  • Andressa Pellanda, coordenadora-geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação
  • Alexandre Schneider, ex-secretário municipal de Educação de São Paulo, colunista da Folha
  • Binho Marques, ex-governador do Acre e ex-secretário do MEC
  • Claudio Alex da Rocha, presidente do Conif (órgão que integra os institutos federais de educação) e reitor do Instituto Federal do Pará
  • Heleno Araújo, presidente da CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação)
  • Henrique Paim, ex-ministro da Educação
  • Macaé Evaristo, ex-secretária de educação de belo Horizonte e ex-secretária do MEC
  • Maria Alice Setúbal (Neca Setúbal), presidente do conselho consultivo da Fundação Tide Setúbal
  • Paulo Gabriel, ex-reitor da UFRB (Universidade Federal do Recôncavo Bahia) e presidente do conselho estadual de educação da Bahia
  • Priscila Cruz, presidente do Todos Pela Educação
  • Ricardo Fonseca, presidente da Andifes (órgão que agrega os reitores das universidades federais)
  • Rosa Neide, ex-secretária de Educação de Mato Grosso e deputada federal
  • Teresa Leitão, ex-deputada e senadora eleita pelo PT
  • Veveu Arruda, ex-prefeito de Sobral (CE).

A equipe de educação será coordenada pelo ex-ministro Henrique Paim, atualmente na FGV, único do time que já havia sido anunciado. O grupo vai começar a se reunir em Brasília a partir de quarta-feira (16), no CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil), sede do Gabinete de Transição.

O nome do futuro ministro da Educação ainda não foi definido. O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva expôs a interlocutores que gostaria de ter Fernando Haddad (PT) de volta à pasta, ao que o ex-ministro e ex-prefeito de São Paulo resiste.

Um dos nomes que corre nos bastidores é o da governadora do Ceará, Izolda Cela, que foi secretária de Educação do estado. Também correm por fora o ex-secretário de Educação do município e do estado de São Paulo Gabriel Chalita e Ricardo Henriques, superintendente do Instituto Unibanco e ex-secretário do MEC.

A equipe de transição da educação contempla integrantes de diferentes vertentes do debate educacional, o que inclui pessoas próximas aos governos do PT e outras que nunca atuaram em governos comandados pelo partido. O setor público também não foi ignorado, com a inclusão de reitores.

Alexandre Schneider é um dos nomes com larga experiência de gestão educacional sem nunca ter assumido cargos em governos petistas. Ele liderou a pasta da educação nas gestões de Gilberto Kassab (PSD) e de João Doria (PSDB) e foi candidato a vice-prefeito de São Paulo em 2012 na chapa de José Serra (PSDB), derrotada por Haddad.

Ele presidiu, até agosto, o Instituto Singularidades, organização de formação de professores ligada a Ana Maria Diniz, filha do empresário Abílio Diniz. Ana Maria é casada com Luiz Felipe d’Avila, que foi candidato a presidente pelo Partido Novo.

Além de Henrique Paim, ocuparam cargos importantes no MEC nas gestões petistas Binho Marques e Macaé Evaristo. Marques respondeu pela secretaria de Articulação com os Sistemas de Ensino e Evaristo, pela Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão. Ambas as subpastas foram extintas no início do governo Bolsonaro.

A presença de representantes dos reitores de institutos e universidades federais expõe preocupação da transição. O sistema federal de ensino foi alvo de ataques durante o atual governo e as instituições sofrem com queda de recursos desde 2015, ainda no governo Dilma Rousseff (PT), e ampliadas no atual governo.

As organizações da sociedade civil também integram o grupo. Há tanto a presença de Neca Setúbal, herdeira do banco Itaú e envolvida com educação, quanto a de Andressa Pellanda, cuja organização que dirige tem forte atuação nas pautas de direitos à educação, inclusive internacionalmente, e possui organizações como o MST (Movimento dos Trabalhadores Sem Terra) em seu comitê diretivo.

Alvo de ataques no atual governo, sobretudo na gestão do ex-ministro Abraham Weintraub, Priscila Cruz é outro nome que integra o grupo da sociedade civil.

A equipe inclui ainda o mundo político, como a deputada petista Rosa Neide (que não foi reeleita), a senadora eleita Teresa Leitão e o ex-prefeito de Sobral Veveu Arruda. A cidade cearense é um exemplo de sucesso educacional.

Na semana passada, Haddad convocou uma reunião para discutir os rumos da educação do próximo governo, e a forte presença de representantes de fundações empresarias envolvidas com educação causou mal-estar entre especialistas do campo da educação popular.

Para o professor Fernando Cássio, da UFABC (Universidade Federal do ABC), a composição final da lista do Gabinete de Transição é positiva, com maior equilíbrio entre campos de atuação e também do ponto de vista regional.

“Agora tem uma lista com forças políticas mais equilibradas para representar melhor quem elegeu Lula e Alckmin, e que também carregam demandas e agendas”, diz ele, ressaltando o bom sinal da presença de representantes dos reitores e de políticos.

“A agenda para o próximo governo não é só reforma do ensino médio, mas é merenda escolar, creche, sistema nacional de educação, repactuação federativa, política de alfabetização, e agora têm vários campos ali e com representação regional um pouco mais homogênea”, completa.

O setor sindical dos professores não foi deixado de lado, com a presença de Heleno Araújo no gabinete. A ausência da categoria docente na reunião inicial convocada por Haddad foi motivo de críticas.

A emergência para recuperar os prejuízos causados pela Covid e a retomada do papel de coordenador do MEC são alguns dos principais desafios do governo Lula. O governo eleito tem o desafio de atuar já neste ano para tentar recompor o orçamento da pasta, esvaziado pelo atual governo.

Outros nomes da equipe de transição anunciados nesta segunda (14)

Esporte

  • Ana Moser, ex-atleta do Vôlei, primeira medalhista olímpica do Brasil
  • Edinho Silva, prefeito de Araraquara
  • Isabel Salgado, ex-atleta do Vôlei, pioneira no vôlei de praia
  • José Luís Ferraresi, foi gestor de Esporte em São Bernardo do Campo (SP)
  • Marta Sobral, ex-atleta do basquete, medalha de prata no Panamericano
  • Mizael Conrado, advogado, presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro e bicampeão paralímpico de futebol de 5
  • Nádia Campeão, ex-vice-prefeita de São Paulo
  • Raí Souza Vieira de Oliveira, tetracampeão Mundial (1994) e Brasileiro de futebol
  • Verônica Silva Hipólito, atleta paralímpica, prata nos Jogos Rio 2016

Infraestrutura

  • Alexandre Silveira, senador por Minas Gerais
  • Gabriel Galípolo, economista, ex-presidente Banco Fator, pesquisador do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri)
  • Maurício Muniz, ex-ministro da Secretaria de Portos da Presidência da República
  • Miriam Belchior, ex-ministra do Planejamento e ex-presidente da Caixa Econômica Federal
  • Paulo Pimenta, deputado federal (RS)
  • Vinícios Marques, ex-presidente do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade)
  • Fernanda Batista, secretária de Infraestrutura (PE)
  • Marcos Cavalcanti, secretário de Infraestrutura (BA)


Juventude

  • Bruna Chaves, presidente da UNE ((União Nacional dos Estudantes)
  • Gabriel Medeiros de Miranda, subsecretário de Juventude do Rio Grande do Norte, ex-diretor de Universidades Públicas da UNE
  • Jilberlandio Miranda Santana, presidente da União da Juventude Socialista do Espírito Santo
  • Kelly dos Santos Araújo, secretária-geral da Juventude do PT
  • Marcus Barão, presidente do Conselho Nacional da Juventude
  • Nádia Beatriz Martins Garcia Pereira, secretária Nacional de Juventude do PT
  • Nilson Florentino Júnior, secretário Nacional Adjunto da Juventude do PT
  • Tiago Augusto Morbach, presidente Nacional da União da Juventude Socialista (UJS)
  • Sabrina Santos, membro da União dos Moradores de Heliópolis (UNAS)

Cidades

  • Ermínia Maricato, arquiteta e urbanista
  • Evanise Lopes Rodrigues, mestra em Urbanismo e ex-chefe de Gabinete da Secretaria de Programas Urbanos do Ministério das Cidades
  • Maria Fernanda Ramos Coelho, ex-presidente da Caixa e membro do Consórcio Nordeste
  • Inês Magalhães, ex-ministra das Cidades
  • Geraldo Magela, ex-secretário de Habitação do DF
  • Guilherme Boulos, deputado Federal eleito por São Paulo
  • José De Filippi Jr, prefeito de Diadema (SP)
  • Márcio França, ex-governador de São Paulo
  • Rodrigo Neves, ex-prefeito de Niterói (RJ)
  • João Campos, prefeito do Recife (PE)
  • Nabil Bonduki, urbanista e professor da FAU-USP, colunista da Folha

Cultura

  • Antônio Marinho, músico e Poeta de Pernambuco
  • Áurea Carolina, deputada federal
  • Juca Ferreira, ex-ministro da Cultura
  • Lucélia Santos, atriz e ex-candidata a deputada federal pelo PSB-RJ
  • Márcio Tavares, Secretário Nacional de Cultura do PT
  • Margareth Menezes, cantora

Direitos Humanos/Subgrupo de Infância

  • Ariel de Castro Alves, advogado, membro do Instituto Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente
  • Maria Luiza Moura Oliveira psicóloga, ex-presidente do Conanda (Goiás)
  • Welington Pereira da Silva, teólogo, pastor metodista, ex-conselheiro do Conanda (Brasília)
  • Isabela Henriques, advogada, presidente da Comissão da Criança e do Adolescente da OAB-SP

Fonte: Câmara dos Deputados

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