Após ser estuprada em uma chácara, na zona rural de Coité do Nóia, Maria Daniela Ferreira foi levada inconsciente pelo acusado para o hospital. É o que aponta a denúncia do Ministério Público, que acusa Victor Bruno da Silva Santos, conhecido como Vitinho, como o autor da violência física e sexual contra a jovem. Ela ficou 19 dias internada, sendo que cinco deles em coma.
O Ministério Público de Alagoas pediu, no dia 28 de fevereiro deste ano, a prisão preventiva dele durante o oferecimento da denúncia. A Justiça de Alagoas acatou e decretou a prisão nesta quarta-feira (2). Ele fugiu um dia após vir a público, ao lado do pai, negando que teria cometido o crime.
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Segundo denúncia do MPE, o crime aconteceu no dia 6 de dezembro de 2024. Naquele dia, a jovem teria ido para uma festa na escola onde trabalhava como cuidadora. Em seguida, ela saiu do local e foi para a casa de uma amiga, por volta das 20h.
Os dois trocaram mensagens, e Victor Bruno buscou Maria Daniela na casa da amiga. Os dois foram para a chácara localizada no Sítio Poção, zona rural de Coité do Nóia. A jovem relatou, em denúncia, que recusou fazer relações sexuais com o acusado quando estavam no imóvel e que se recorda de avisar sobre a negativa ao ex-colega de escola.
Depois, ela afirma não se lembrar de mais nada, tendo como próxima lembrança quando já estava no hospital. Afirmou que não se despiu e que ingeriu apenas uma lata de cerveja durante a confraternização da escola.
Laudo pericial atesta que Maria Daniela foi estuprada e apresentava graves ferimentos físicos. Exame toxicológico também demonstrou que a vítima ingeriu drogas que a levaram a um quadro de inconsciência.
As drogas presentes eram diazepam, fenitoína, haloperidol, nordiazepam e prometazina. Segundo o MPE, perícia aponta que a prometazina, por exemplo, possui propriedades sedativas e é utilizada, em alguns países, como droga facilitadora para o cometimento de crimes de natureza sexual.
Uma amiga da vítima informou à Polícia Civil que recebeu uma ligação do acusado nas primeiras horas da madrugada, e o jovem havia dito que Maria Daniela estava passando mal e que ela estava sem roupa.
Uma das amigas disse que acompanhou o acusado quando ele estava levando a vítima para o hospital. Ela disse que, ao entrar no carro, viu que a jovem estava desacordada no banco do passageiro.
Ao chegar no posto, conforme denúncia, Maria Daniela apresentava estado de inconsciência. Posteriormente, apresentou confusão mental, múltiplos hematomas e lesões pelo corpo. Exames constataram, de acordo com o MPE, trauma físico e neurológico, pois ela foi submetida à privação da respiração por um período, levando a um comprometimento cerebral.
Além de ter ficado internada e em coma, Maria Daniela passou uma semana dependendo de cadeira de rodas, usando fraldas e ainda se encontra com limitações. Ela também está sendo acompanhada por médico neurologista e está fazendo uso de medicação.
O caso veio a público após o pai da vítima gravar um vídeo e compartilhar nas redes sociais, detalhando a situação da filha.
O acusado também veio a público ao lado do pai. O genitor afirmou que o filho não cometeu o crime e que a relação foi consensual. Após a decretação da prisão preventiva, o jovem fugiu.