ASSISTA: Homem negro baleado pela PM chegou morto ao hospital, afirma prefeitura de Contagem-MG

 ASSISTA: Homem negro baleado pela PM chegou morto ao hospital, afirma prefeitura de Contagem-MG

Reprodução

Na coletiva sobre o caso, a porta-voz da Polícia Militar chegou a dizer que o homem foi socorrido pelos militares e deu entrada com vida na unidade de saúde.

g1

Marcos Vinícius Vieira Couto chegou morto ao Hospital Municipal de Contagem, ao contrário do que informou a Polícia Militar, em coletiva sobre o assassinato na Vila Barraginha, na Grande BH. A informação foi repassada pela Secretaria Municipal de Saúde de Contagem, na noite deste domingo (17).

O homem, que de acordo com a polícia, já teve passagens por tráfico de drogas, foi baleado durante abordagem policial gravada pelos moradores do local. (vídeo no final da matéria)

“De imediato, esse cidadão foi socorrido ao hospital, onde deu entrada com vida e posteriormente veio a óbito”, disse a Major Layla Brunella, porta-voz da Polícia Militar, em coletiva de imprensa convocada no domingo.

Mas, de acordo com o hospital, Marcos foi “admitido no dia 16 de julho de 2022, às 23h55, no Hospital Municipal de Contagem, trazido pela Polícia Militar. O paciente chegou em óbito, vítima de várias PAFs (perfuração por arma de fogo), constatado pela equipe da cirurgia geral e encaminhado ao necrotério”.

A equipe do hospital encaminhou o corpo para o Instituto Médico Legal de Belo Horizonte às 10h deste domingo.

Homem é morto após abordagem da PM na Vila Barraginha, Contagem — Foto: Arquivo Pessoal
Homem é morto após abordagem da PM na Vila Barraginha, Contagem — Foto: Arquivo Pessoal

O policial que deu três tiros na cabeça de Marcos foi detido, conforme procedimento da corporação nesses casos, e está à disposição da Justiça Militar.

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MG) acompanha o caso e denuncia que outros dois assassinatos ocorreram na Vila Barraginha, com características que levaram o órgão a cobrar apuração sobre corrupção policial.

Testemunhas contaram aos advogados que policiais militares mataram Marcos e outros dois moradores da vila, nos últimos dois meses, por não terem pagado propina.

O g1 Minas procurou a Polícia Militar e aguarda posicionamento, para atualizar este texto.

Vídeo: Montagem g1

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