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Congresso dos EUA evita paralização financeira do governo



O Congresso americano conseguiu evitar a paralisação financeira do governo ao aprovar um projeto de lei temporário que garante o financiamento federal até o dia 17 de novembro.

O acordo bipartidário foi primeiramente aprovado pela Câmara e pelo Senado, e sancionado pelo presidente Joe Biden pouco antes do término do prazo final para evitar a paralisação do governo.

A nova medida traz o financiamento de Us$ 16 bilhões [RS 80,7 bilhões] para catástrofes naturais, conforme solicitado por Biden. No entanto, não trouxe os cortes nas despesas federais, que eram uma exigência dos republicanos que controlam a Câmara dos Deputados.

Um dos pontos mais controversos foi o corte da ajuda financeira
à Ucrânia, principalmente depois da sinalização de ambos os partidos que
prometeram apoiar o Presidente Volodymyr Zelenskyy após sua visita a Washington,
no mês de setembro.

O projeto de lei do Senado incluía US$ 6 bilhões [R$ 30,27 bilhões] destinados para a Ucrânia. O líder republicano da casa, Mitch McConnell, que defende a ajuda, disse que continuará a procurar apoio para Kiev.

Em um comunicado, o Biden disse que a aprovação do projeto
de lei era uma “boa notícia para o povo americano”. Por outro lado, ele afirmou
que os Estados Unidos “não podem, em nenhuma circunstância, permitir que o
apoio americano à Ucrânia seja interrompido”.

Biden ainda disse que espera que o presidente da Câmara,
Kevin McCarthy, “mantenha o seu compromisso com o povo da Ucrânia e garanta a
passagem do apoio necessário para ajudar a Ucrânia neste momento crítico”.

Deputado republicano pelo estado da Califórnia, McCarthy contou
com o apoio dos democratas para aprovar a proposta, o que não deixa de trazer riscos
para sua liderança.

Antes do início da votação na Câmara, o presidente da casa disse
que os deputados iram fazer o seu trabalho. “Seremos adultos na sala. E vamos
manter o governo aberto.”

Ainda que o projeto de lei previna que, no momento, seja interrompido o pagamento de salários a militares e a servidores federais, entre outras consequências, o adiamento da paralisação pode durar pouco.

Nas próximas semanas, o Congresso precisará chegar a um novo acordo de financiamento federal. Algumas exigências foram deixadas de lado em favor de uma abordagem mais bipartidária, mas a possibilidade de que discordâncias impeçam um acordo definitivo não está descartada.

Ao todo, o novo projeto foi aprovado por 335 votos a 91 na Câmara, com o apoio da maioria dos republicanos e de quase todos os democratas. No Senado a aprovação foi mais ampla, com 88 a 9.



Fonte: Gazeta do Povo

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