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Ditadura da Nicarágua fecha partido indígena após prender líder


O ditador da Nicarágua, Daniel Ortega (à direita), cumprimenta o venezuelano Nicolás Maduro durante a cúpula G77+China, em Havana, em setembro
O ditador da Nicarágua, Daniel Ortega (à direita), cumprimenta o venezuelano Nicolás Maduro durante a cúpula G77+China, em Havana, em setembro| Foto: EFE/Ernesto Mastrascusa

A ditadura da Nicarágua cancelou o status jurídico do partido regional Yatama, ligado aos indígenas e cujo líder havia sido preso na semana passada. Segundo informações do site Nicarágua Investiga, uma resolução nesse sentido foi emitida na terça-feira (3) pelo Conselho Supremo Eleitoral (CSE), subserviente ao ditador Daniel Ortega.

Na semana passada, a Polícia Nacional da Nicarágua havia prendido o deputado nacional e líder do Yatama, Brooklyn Rivera, na cidade de Puerto Cabezas, na Região Autônoma da Costa Caribe Norte.

Em abril deste ano, após ter viajado para uma conferência de
povos indígenas nas Nações Unidas, em Nova York, Rivera foi impedido por Ortega
de voltar ao país. Mesmo assim, conseguiu retornar à Nicarágua pela costa do
Caribe.

Depois da prisão dele, a ditadura sandinista também deteve a
presidente do Yatama, Nancy Elízabeth Henríquez, que é suplente de Rivera na
Assembleia Nacional da Nicarágua, no último domingo (1º).

O Yatama foi fundado em março de 2000. Além das prisões de
Rivera e Henríquez, foram fechadas duas estações de rádio administradas pelo partido
na Região Autônoma da Costa Caribe Norte, segundo o Nicarágua Investiga.

De acordo com o jornal La Prensa, apesar de ter feito parte
dos Contras na guerra civil contra os sandinistas na década de 1980, Rivera apoiou
o partido de Ortega, a Frente Sandinista de Libertação Nacional (FSLN), nas
eleições de 2006 e 2011. Porém, em 2012, rompeu com o ditador e se tornou
deputado independente.

Em 2015, foi cassado devido ao seu apoio às demandas que as comunidades indígenas faziam à ditadura de Ortega. Porém, conseguiu ser eleito novamente nos pleitos de 2016 e 2021.



Fonte: Gazeta do Povo

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