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Metroviários vão discutir possibilidade de nova greve em SP na próxima semana


Como na primeira, a intenção agora é tentar forçar o governo estadual a recuar em projetos de privatização tanto do metrô quanto da CPTM

CLAUDINEI QUEIROZ
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)

Dois dias após a greve de 24 horas deflagrada na terça-feira (3), os metroviários de São Paulo voltam a se reunir em uma assembleia nesta quinta-feira (5) para discutir um novo dia de paralisação.

Como na primeira, a intenção agora é tentar forçar o governo estadual a recuar em projetos de privatização tanto do metrô quanto da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) e da Sabesp (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo).

Na greve de terça, o sindicato descumpriu ordem da Justiça que determinava que 80% do efetivo trabalhasse durante todo o dia, com 100% da equipe no horário de pico.

Segundo comunicado divulgado nas redes sociais pelo Sindicato dos Metroviários, a direção da entidade decidiu pela nova assembleia porque, na reunião que decidiu pelo fim da greve de terça-feira, não houve maioria dos votantes. Na ocasião, 79% optaram pelo fim da paralisação, mas apenas 39% votaram para não ter nem assembleia nem greve na próxima semana.

Assim, o novo pleito está programado para começar às 18h30 desta quinta na sede do sindicato, no Tatuapé, zona leste da capital.

Na pauta estão três tópicos: greve na semana que vem pela retirada dos pregões de terceirização do atendimento e da manutenção e, em caso de aprovação, em qual data realizar a greve; e a retomada do uso dos coletes de protesto.


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“Nossa greve não concluiu o fim do tema dos editais de terceirização do metrô. É por isso que tem uma assembleia amanhã e os metroviários vão debater a possibilidade de uma nova paralisação”, diz Camila Lisboa, a presidenta do Sindicato dos Metroviários.

Após o fim da greve de terça, Lisboa descartou nova greve, mas afirmou que o plebiscito que os sindicatos realizam sobre as privatizações seguirá aberto até novembro. Ela destaca que a paralisação serviu ao seu objetivo de pressionar o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).

“A greve unificada foi um movimento muito importante que ajudou a jogar luz no projeto que o governador queria, e ainda quer, fazer sem discutir com a sociedade. A gente acha que nossa mobilização impôs para o governador fazer esse debate com a sociedade. Ele tanto queria fazer na surdina que já incluiu no orçamento de 2024 o valor de arrecadação da venda da Sabesp. Queria tocar a privatização da terceira maior companhia de saneamento básico do mundo sem discutir com a sociedade”, afirma Lisboa.

Na manhã da terça, o governador classificou a greve de de ilegal e disse que os sindicatos agiam com “clara motivação política”. “Se eles [sindicatos] não respeitam nem os cidadãos, nem a Justiça, vão respeitar quem?”, afirmou em entrevista a jornalistas no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo.


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Segundo a sindicalista, está marcado um pregão de terceirização dos serviços de atendimento do Metrô no dia 10 de outubro; uma semana depois, no dia 17, um pregão de terceirização da manutenção da linha 15-prata do monotrilho; e, no dia 29 de fevereiro de 2024, um leilão de concessão da linha 7-rubi da CPTM.

Por isso, se for confirmada, uma nova greve seria realizada antes do primeiro pregão, na segunda (9) ou na terça-feira (10).



Fonte: R7

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