No primeiro clássico entre ASA e CSE em competições nacionais, o tricolor venceu de virada, por 3 a 2, em pleno Fumeirão

 No primeiro clássico entre ASA e CSE em competições nacionais, o tricolor venceu de virada, por 3 a 2, em pleno Fumeirão

CSE não demorou muito para conseguir a virada – Foto: Ítalo Ramon/CSE

Redação com Gazetaweb

O primeiro derby do interior alagoano entre ASA e CSE válido por uma competição nacional, pegou fogo, em Arapiraca. Jogando no Estádio Municipal Coaracy da Mata Fonseca, o Alvinegro saiu na frente, mas o Tricolor empatou logo após e a partida ficou eletrizante.

O jogo começou com tudo no Fumeirão lotado. O ASA veio diferente, um pouco mais ofensivo, tentando empurrar as linhas do rival. E nos primeiros minutos conseguiu, porém, ainda não tinha assustado o goleiro Jerferson.

A primeira vez que deu uma boa chegada, não teve jeito para o goleirão tricolorido. Roger Gaúcho, de volta no meio, deu um passe de lado para Jorginho. O volante deu uma experimentada, a bola desviou em Hugo e cobriu o goleiro, para morrer no fundo das redes, logo com 11 minutos.

O lance colocou fogo no jogo e deixou o ASA todo empolgado. Porém, na primeira chegada do CSE, aos 15 minutos, veio mais um golaço. O Tricolorido colocou uma bola na área e Matheus Régis pegou uma bomba de fora, acertando o canto de Renan Rinaldi e empatando o Clássico do Interior.

O duelo provou em 15 minutos que seria um clássico daqueles. O Tricolorido passou a gostar do jogo e aproveitou bem os contra-ataques para assustar o Fantasma. Aos 26 minutos, o meia Edinho teve a oportunidade de marcar mais um golaço no Coaracy. O camisa 7 chutou e fora, mas a redonda passou por cima do travessão, com perigo.

Para tentar responder, quase que o ASA fez o segundo. Assis conseguiu um cruzamento pela esquerda, aos 27. Salazar foi tentar afastar, mas seu chute foi torto e quase entrou. Para a sorte do zagueiro, Jerferson fez uma defesa sensacional para segurar o empate. O confronto ficou muito disputado, porém, o time palmeirense teve um pouco mais de qualidade na hora de chegar.

Contudo, o Alvinegro conseguiu piorar a situação. Aos 43 minutos, Jorginho acabou cometendo falta na entrada da área. Como já tinha amarelo, o volante acabou sendo expulso e deixando o ASA desfalcado. Copertino não gostou nada e o clube arapiraquense segurou o 1 a 1 até o apito final.

Precisando remontar a equipe após a expulsão, Maurício Copertino veio com Magal e Diego Rosa no segundo tempo. O ASA conseguiu assustar bem na primeira chegada, mas sem acertar o gol.

Quem acertou mesmo foi o Tricolorido. Com a defesa completamente desajustada, logo o CSE achou um espaço pelo lado direito. Edinho estava completamente sozinho do lado direito e só fez pingar a bola na grande área, para Júnior Timbó chegar de cabeça, aos 10 minutos, e virar o Clássico do Interior no Fumeirão: 2 a 1.

CSE não demorou muito para conseguir a virada – Foto: Ítalo Ramon/CSE

Para piorar ainda mais a situação, Magal, que havia substituído Jorginho, acabou reclamando com o árbitro, que não teve paciência e expulsou o volante alvinegro, revoltando a galera arapiraquense. A confusão foi tanta que a polícia teve que entrar em campo para acalmar os ânimos.

Quando a bola voltou a rolar, o clima já estava estranho no Coaracy, porém, o CSE foi para cima. E deu certo. Logo aos 21 minutos, Matheus Régis apareceu de novo, fez a joga individual e bateu no canto de Renan Rinaldi, que não teve chances: 3 a 1 para o Tricolorido.

O lance pareceu sacramentar o resultado do confronto. O ASA recuou totalmente, sem conseguir disputar com apenas nove jogadores em campo. O CSE freou o ritmo, praticamente satisfeito com o resultado. Desesperado, o Gigante teve uma falta aos 39. Provando que estava vivo, Assis cobrou uma falta incrível, direto no ângulo e conseguiu diminuir o resultado.

As loucuras não acabaram por aí. Com 42 minutos, Jean Carlos acabou chegando muito forte em Diego Rosa. E, novamente, a confusa arbitragem mandou um jogador para o chuveiro mais cedo. O ASA se empolgou e tentou algumas chances. Jerferson teve trabalho para segurar lá atrás.

No último lance, aos 52 minutos, a arbitragem marcou pênalti de Renan sobre Tiago Recife. O lance foi bem polêmico, mas a arbitragem persistiu na marcação. Edinho foi para a cobrança, mas Renan Rinaldi fez uma defesa sensacional para não piorar a situação. Final de jogo: 3 a 2 para o CSE.

Mais Notícias