PF faz operação para prender grupo que pretendia resgatar Marcola e outros líderes de facções em presídios federais

 PF faz operação para prender grupo que pretendia resgatar Marcola e outros líderes de facções em presídios federais

Divulgação/PF

Cerca de 80 policiais federais cumprem 11 mandados de prisão preventiva e 13 mandados de busca e apreensão em três estados

CNN

A Polícia Federal (PF), com o apoio do Departamento Penitenciário Nacional, deflagrou nesta quarta-feira (10) a Operação Anjos da Guarda, com o objetivo de desmantelar o plano de resgate de líderes de organização criminosa presos nas Penitenciárias Federais de Brasília (DF) e Porto Velho (RO).

Os criminosos pretendiam resgatar Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, Edmar dos Santos (Quirino), Cláudio Barbará da Silva (Barbará), Reinaldo Teixeira dos Santos, Valdeci Alves dos Santos (Colorido) e Esdras Augusto do Nascimento Júnior.

O plano contava com uma rede de comunicação estabelecida entre advogados, que extrapolavam suas atividades legais ao transmitir tanto as cobranças dos custodiados quanto os retornos das mensagens dos criminosos envolvidos no resgate.

Cerca de 80 policiais federais cumprem 11 mandados de prisão preventiva e 13 mandados de busca e apreensão em três Estados: Distrito Federal (Brasília), Mato Grosso do Sul (Campo Grande e Três Lagoas) e São Paulo (São Paulo, Santos e Presidente Prudente).

Entre os alvos estão Cynthia da Silva, mulher de Marcola. Ela é alvo de um mandado de busca e apreensão.

São 9 advogados envolvidos com a facção. Até o momento, 4 dos 11 mandados de prisão foram concretizados. Entre os advogados presos estão a cunhada e a mulher do Barbará.

Segundo a PF, além do provável resgate dos presos, a organização criminosa pretendia sequestrar autoridades para conseguir a soltura de criminosos, dentre outras ações.

Para organizar as atividades ilícitas, os investigados se valiam dos atendimentos e das visitas em parlatório, usando como códigos para a comunicação situações jurídicas que, comprovadamente, não existiam de fato.

O nome da operação foi escolhido em referência aos servidores da Segurança Pública.

(Com informações de Julyanne Jucá, da CNN)

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