Suspeito de aplicar golpe do namoro é novamente indiciado por estelionato na Serra do RS

 Suspeito de aplicar golpe do namoro é novamente indiciado por estelionato na Serra do RS

Defesa de Guilherme Selister diz que investigado só irá se manifestar no processo. Caso foi remetido para análise do Ministério Público. Em janeiro, homem já havia sido indiciado pela polícia em Farroupilha.

Por Gustavo Chagas, g1 RS

O homem suspeito de aplicar o golpe do namoro em mulheres da Serra do Rio Grande do Sul foi indiciado novamente por estelionato nesta terça-feira (10). Após conclusão do inquérito em Farroupilha, em janeiro, o indivíduo agora foi responsabilizado pela Polícia Civil de Caxias do Sul.

Dessa forma, o inquérito passa a ser analisado pelo Ministério Público, que pode acusar o investigado pelo crime de estelionato ou solicitar o arquivamento do caso.

Em depoimento, Guilherme Selister se manteve em silêncio, segundo a polícia. A defesa diz que o indiciado irá se manifestar durante o processo.

“Era o esperado, pelo tipo de acusação que foi feita. O Guilherme vai deixar para explicar durante o processo”, diz o advogado do indiciado, Marcos Peroto.

Guilherme Selister dizer ser médico. — Foto: Redes sociais
Guilherme Selister dizer ser médico. — Foto: Redes sociais

Conforme a delegada Thais Norah Sartori Postiglione Peteffi, uma mulher que namorou ele por 60 dias relatou ter perdido R$ 60 mil para o investigado. O homem, segundo a investigação policial, dizia ser profissional de saúde para pedir dinheiro para mulheres com quem mantinha relacionamentos.

“A gente comprovou que ele nunca foi médico, nunca trabalhou no hospital onde dizia ter trabalhado nem no Samu. Juntamos todos os comprovantes que a vítima fez de depósitos para ele. Ele mentia dizendo que precisava de ajuda financeira para pagar tratamento neurológico”, diz.

Segundo o boletim de ocorrência registrado pela mulher, o relacionamento começou em uma academia de ginástica de Caxias do Sul. A vítima do golpe informou também que teria se afastado da própria família por pressão do investigado, sendo induzida ao erro pelas histórias que ele contava.

Yoná Micaella

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