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Velocidade do avião com Marília Mendonça é incógnita: ‘não foi possível apurar’


A Polícia Civil de Minas Gerais finalizou o inquérito sobre a queda da aeronave que vitimou a cantora Marília Mendonça e mais quatro pessoas com a conclusão de negligência e imprudência do piloto e do co-piloto. Uma das teorias que embasa a tese é a de que a tripulação estaria fora da velocidade estipulada pelo manual da aeronave. Porém, o delegado de Caratinga Ivan Lopes Sales disse para a reportagem não haver confirmação da velocidade exata do avião. “Não foi possível apurar”, afirmou. 

Durante entrevista coletiva ocorrida em Ipatinga nessa quarta-feira (4 de outubro) sobre a conclusão do inquérito, a Polícia Civil de Minas Gerais, por meio do Sales, afirmou que o piloto Geraldo Medeiros, e o copiloto, Tarciso Viana estariam fora da velocidade estipulada pelo manual da aeronave. “O manual dessa aeronave, cada aeronave tem esse procedimento, (aponta que a tripulação) deveria ter feito a perna de vento a uma velocidade específica e em um tempo específico. Isso não foi feito”, declarou.  

Segundo o manual citado por ele, a aeronave deveria estar na velocidade de 120 kt (nós), cerca de 222 km/h, ao realizar a perna do vento e durante a aproximação. Porém, os investigadores não tinham uma medição exata da velocidade da aeronave no momento do acidente. “Só sabemos que foi mais (do que o permitido no manual) porque a aeronave passou do ponto da zona de proteção. Então, se sabe que ela estava mais rápido. Se ele (piloto) obedecesse ao que estava no manual da aeronave, esse 120 nós, conforme determinava, ia ter que ir em 1NM (milha náutica) e fazer a curva base. Ele fez (a curva) em 1,5 milha náutica a mais”, disse.  

Ou seja, houve a dedução de que a tripulação estaria em alta velocidade em função da aeronave ter voado quase 3 quilômetros a mais do que o necessário para se manter dentro da área de proteção. Essa região seria um referencial de espaço com os obstáculos previamente informados ao piloto para a realização do pouso de forma segura. Tudo que estivesse fora dessa área de segurança, como a torre da Cemig, não estava previsto e teria que ser visualizada pelo piloto.    

Para Estevan Velásquez, sócio da VelAir Escola de Aviação, piloto e presidente da associação Voa Prates, não há espaço para suposições na aviação. “Na aviação nada se supõe. A aviação é um meio completamente técnico e científico, vamos dizer assim. Tanto que o Cenipa não aponta culpados porque ele mostra fatores que contribuíram para que aquilo acontecesse. O resto é especulação. Suposição não existe nesse momento. Ninguém esteve lá para falar isso (da velocidade), o piloto pode prorrogar o vento por “n” motivos. Exemplo simples: pode ter urubus ali naquela hora. E aí? Ele ia na direção dos urubus para cumprir algo ‘certo’ ou ele, responsável pela segurança do voo, entenderia que seria melhor prorrogar a perna e depois fazer a curva? Supor sem observação técnica é complicado na aviação. Não pode se basear em especulação e suposição sem ter informações que corroborem com isso”, declarou. 



Fonte: TNH1

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