O ex-presidente Jair Bolsonaro foi alvo de nova operação da Polícia Federal e passará a ser monitorado por tornozeleira eletrônica. A medida foi determinada pelo Supremo Tribunal Federal, que também impôs uma série de restrições ao ex-chefe do Executivo.
Restrições impostas
Segundo decisão assinada pelo ministro Alexandre de Moraes, Bolsonaro está proibido de acessar redes sociais, manter contato com diplomatas estrangeiros e conversar com seu filho, o deputado Eduardo Bolsonaro. Ele também deverá permanecer em casa entre 19h e 7h, sob pena de descumprimento das medidas cautelares.
Mandados de busca e apreensão foram cumpridos na residência do ex-presidente, em Brasília, além de endereços ligados ao Partido Liberal.
Risco de fuga e obstrução
A decisão teve como base um pedido da Polícia Federal, com aval da Procuradoria-Geral da República, que aponta risco de fuga e tentativa de obstrução das investigações. Bolsonaro é réu por tentativa de golpe de Estado, coação no curso do processo, obstrução de Justiça e outros crimes relacionados ao ataque às instituições democráticas.
As autoridades também investigam supostos planos do ex-presidente de buscar asilo político fora do Brasil.
Reações
A operação gerou forte repercussão. Aliados do ex-presidente afirmam que as medidas representam perseguição política, enquanto opositores veem na ação um avanço da Justiça diante de ataques à democracia.
A decisão ocorre em meio a tensões diplomáticas com os Estados Unidos, cujo presidente, Donald Trump, demonstrou apoio público a Bolsonaro e criticou o Judiciário brasileiro.



