As exportações brasileiras de carne bovina para os Estados Unidos registraram uma queda significativa em junho de 2025, recuando 61,8% em comparação com o volume recorde alcançado em abril. Em abril, o Brasil exportou 47.836 toneladas de carne bovina in natura para os EUA, mas em junho o volume caiu para 18.232 toneladas. Até 21 de julho, as exportações somavam menos de 10 mil toneladas, uma redução de 50% em relação ao período anterior ao aumento das tarifas.
Essa diminuição está diretamente relacionada ao aumento das tarifas impostas pelos Estados Unidos. Em abril, foi aplicada uma sobretaxa de 10% sobre produtos brasileiros, elevando a tarifa total para 36,4%. Em julho, o ex-presidente Donald Trump anunciou nova elevação da tarifa para 50%, com vigência a partir de 1º de agosto. Esse cenário gerou incertezas e levou compradores americanos a reduzir significativamente suas compras de carne brasileira.
Apesar da queda em junho, o volume exportado no primeiro semestre de 2025 ainda é maior que a média anual de 2024. No total, foram exportadas 181,5 mil toneladas de carne bovina para os EUA, aumento de 112,6% em volume e 102% em valor em relação ao mesmo período do ano anterior. Com isso, os Estados Unidos mantêm-se como o segundo maior mercado para a carne bovina brasileira, atrás apenas da China.
O setor agropecuário brasileiro acompanha atentamente as negociações para tentar reverter ou minimizar os impactos das tarifas. A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec) destaca a necessidade de intensificar o diálogo para evitar que as tarifas comprometam as exportações a esse mercado estratégico.
Diante do cenário atual, o governo e o setor privado buscam soluções conjuntas para garantir a competitividade das exportações brasileiras de carne bovina no mercado internacional.



