Na tarde desta quinta-feira, 25 de julho, um sargento da Polícia Militar de Alagoas ficou ferido após ser atingido por óleo quente no rosto enquanto atendia uma ocorrência no bairro Santa Lúcia, parte alta de Maceió. A situação envolvia um paciente em surto psiquiátrico e mobilizou equipes do Samu e da PM.
Surto violento
O chamado inicial foi feito por familiares do paciente, um homem de 22 anos, que estava em estado de surto e apresentava comportamento agressivo. Ao chegar ao local para dar apoio à equipe médica, o sargento da PM foi surpreendido pelo jovem, que arremessou óleo fervente em sua direção, atingindo principalmente o rosto e as mãos do militar.
Estado de saúde do policial
Logo após a agressão, o sargento foi socorrido pela própria equipe do Samu que estava no local e encaminhado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Tabuleiro do Martins. Ele sofreu queimaduras de primeiro grau nas pálpebras, no rosto e nas mãos. Apesar do susto e da dor provocada pelas queimaduras, o policial passa bem e não corre risco de morte.
Ocorrências psiquiátricas e riscos para agentes
Ocorrências envolvendo pacientes em surto exigem cautela e preparo técnico, tanto da área da saúde quanto da segurança pública. Muitas vezes, esses casos são imprevisíveis e podem representar perigo real para todos os envolvidos — inclusive para os profissionais que estão ali para ajudar.
A participação da PM em situações assim é fundamental para garantir a integridade física dos socorristas e da própria pessoa em surto, mas episódios como este demonstram a necessidade urgente de investimentos em protocolos de contenção, proteção individual e capacitação específica para agentes que lidam com transtornos mentais.
Encaminhamento do paciente
O homem de 22 anos foi contido pelas equipes presentes no local. A Secretaria de Saúde ainda deve avaliar se ele será internado em uma unidade especializada para tratamento psiquiátrico. O caso também será apurado pelas autoridades para verificar as condições em que ocorreu o ataque e as medidas que serão adotadas.
Este caso acende um alerta sobre os desafios enfrentados diariamente por profissionais da segurança pública e da saúde ao lidarem com pacientes em crise. A agressão ao sargento da PM mostra o quão vulneráveis estão os agentes em campo e reforça a importância de um olhar mais atento para a estrutura de atendimento em saúde mental no estado.



