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Brasil sofre com embates diplomáticos com Ucrânia e Israel em meio à crise com os EUA

O governo brasileiro enfrenta, de forma simultânea, tensões diplomáticas com a Ucrânia, Israel e Estados Unidos. A sobreposição dessas crises expõe os desafios da atual política externa e fragiliza o posicionamento internacional do país em um cenário geopolítico cada vez mais polarizado.

Com a Ucrânia, o mal-estar se aprofundou após críticas públicas do presidente Volodymyr Zelensky, que considerou a postura brasileira pouco ativa diante da guerra contra a Rússia. Autoridades ucranianas também criticaram a falta de nomeações diplomáticas e a recusa de Lula em recebê-los pessoalmente. A proposta brasileira por um cessar-fogo, vista como benéfica à Rússia, foi mal recebida. Como resultado, a Ucrânia suspendeu o credenciamento de seu novo embaixador no Brasil, o que agravou ainda mais a tensão bilateral.

No caso de Israel, a crise foi deflagrada por declarações do presidente Lula, que comparou as ações do governo israelense em Gaza ao Holocausto. A resposta foi imediata: Israel declarou Lula persona non grata e o embaixador brasileiro em Tel Aviv foi convocado de volta. A declaração foi vista como um marco negativo na relação entre os dois países, que já vinha sendo afetada pela posição brasileira em organismos internacionais contra as ofensivas em Gaza.

Já nas relações com os Estados Unidos, o governo brasileiro enfrenta uma escalada mais discreta, porém igualmente delicada. Apesar das trocas diplomáticas formais seguirem, cresce a pressão de parlamentares norte-americanos ligados ao ex-presidente Donald Trump por sanções contra o ministro Alexandre de Moraes e outras autoridades brasileiras. As divergências ideológicas e a atuação do Judiciário brasileiro em processos contra bolsonaristas têm sido pontos sensíveis para parte do Congresso dos EUA.

Analistas de política externa apontam que o Brasil tenta manter uma posição de neutralidade ativa, mas enfrenta dificuldades por limitações internas. A fragilidade da base aliada no Congresso, a falta de coordenação entre ministérios e a necessidade de equilibrar interesses comerciais e ideológicos têm impedido o governo de consolidar uma atuação internacional mais eficaz.

A acumulação desses desgastes internacionais compromete a imagem de equilíbrio que o Brasil historicamente buscou construir e lança dúvidas sobre sua capacidade de influenciar os principais debates globais neste momento geopolítico sensível.

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