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EUA aumentam para US$ 25 milhões recompensa por Maduro, acusado de integrar cartel

Os Estados Unidos aumentaram para US$ 25 milhões a recompensa por informações que levem à prisão do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e de seu aliado próximo, Diosdado Cabello, atual ministro do Interior. A medida ocorre em meio a um contexto de forte tensão política, após Maduro assumir um novo mandato em janeiro de 2025, considerado ilegítimo por diversos países, incluindo os próprios EUA.

A nova rodada de recompensas faz parte do Programa de Narcóticos do Departamento de Estado norte-americano, que já havia oferecido anteriormente US$ 15 milhões por Maduro. Além de Maduro e Cabello, o ministro da Defesa venezuelano, Vladimir Padrino López, também passou a ser alvo, com um valor de US$ 15 milhões para informações que possibilitem sua captura.

O aumento da recompensa vem acompanhado de novas sanções aplicadas por Washington contra autoridades ligadas ao governo chavista. Os Estados Unidos acusam os líderes venezuelanos de envolvimento direto com o narcotráfico, corrupção e repressão violenta de opositores. A posse recente de Maduro para um novo mandato foi amplamente criticada por não apresentar provas transparentes do processo eleitoral e por ignorar denúncias de fraudes feitas pela oposição.

Além dos EUA, a União Europeia e o Reino Unido também adotaram sanções contra membros do alto escalão do governo venezuelano. Os países afirmam que a Venezuela vive um processo de enfraquecimento institucional, marcado por perseguições políticas, censura e violações aos direitos humanos.

O governo americano reforçou ainda que reconhece como legítimo o líder oposicionista Edmundo González Urrutia, que venceu as eleições segundo dados paralelos de monitoramento internacional. A expectativa é que novas medidas sejam anunciadas caso o regime de Maduro não inicie uma transição democrática.

A recompensa de US$ 25 milhões coloca Maduro entre os indivíduos mais procurados do mundo, em patamar semelhante ao de figuras como Osama bin Laden em seu auge, o que reforça o peso político e simbólico da decisão dos EUA. A Casa Branca afirmou que manterá todos os canais diplomáticos abertos, mas não aceitará “a consolidação de uma ditadura às custas do povo venezuelano”.

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