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Juiz afirma que serial killer de Maceió “Nunca demonstrou arrependimento”

O juiz responsável por um dos processos envolvendo Albino Santos de Lima, ex-agente penitenciário acusado de uma série de assassinatos em Maceió, afirmou que o réu “nunca demonstrou arrependimento” pelos crimes cometidos. A declaração foi dada durante a análise de um dos processos em que Albino é réu por homicídio qualificado.

Perfil frio e calculista

Conforme a Justiça e laudos periciais, Albino é plenamente capaz de compreender seus atos. Ele agia de maneira premeditada, com frieza, escolhendo as vítimas, estudando rotinas e, em muitos casos, registrando informações sobre os crimes no próprio celular. O comportamento reforça o perfil de um criminoso meticuloso e sem sinais de remorso.

As investigações apontam que o acusado atuava com extremo planejamento, apagando rastros e dificultando o trabalho das autoridades. Seu modo de agir impressionou até mesmo os investigadores mais experientes.

Confissão e reviravolta em outro caso

Em uma das reviravoltas mais impactantes do caso, Albino confessou o assassinato de Genilda Maria da Conceição, crime ocorrido em 2019. A confissão evitou que um homem inocente fosse levado a júri popular por um crime que não cometeu.

O homem, identificado como Antônio Guilherme dos Santos, chegou a passar quase três anos preso com base em um retrato falado e em depoimentos frágeis. Com a confissão do verdadeiro autor, o processo foi arquivado e Antônio foi oficialmente inocentado.

A revelação provocou indignação e levantou questionamentos sobre falhas nos procedimentos investigativos, especialmente no uso de provas frágeis para decretar prisões preventivas.

Condenações e novos julgamentos

Albino Santos de Lima já foi condenado a 37 anos de prisão por um dos assassinatos, o de Emerson Wagner da Silva, e responde a processos por outros 17 homicídios. Ele é apontado como o maior serial killer da história de Alagoas.

Além das acusações de assassinato, ele também é investigado por ocultação de cadáver e tentativa de manipulação de cenas de crime. As vítimas, segundo o Ministério Público, eram escolhidas por motivações pessoais e emocionais, sempre com extremo controle sobre o ambiente e os detalhes das ações.

Consequências e impacto

O caso teve forte repercussão social e jurídica. A ausência de arrependimento e o comportamento repetitivo indicam, segundo especialistas, traços clássicos de um assassino em série com perfil psicopático. As declarações do juiz reforçam essa análise e devem pesar em eventuais pedidos futuros de progressão de regime.

Além disso, a libertação de um inocente acusado indevidamente reacendeu o debate sobre erros judiciários e a responsabilidade do Estado em casos de prisões preventivas mal fundamentadas.

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