A Polícia Federal apreendeu um celular utilizado por Jair Bolsonaro durante cumprimento de mandado de busca em sua residência, em Brasília. A ação foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, no contexto das novas medidas cautelares impostas ao ex-presidente, incluindo prisão domiciliar integral, uso de tornozeleira eletrônica e proibição do uso de redes sociais e celulares.
Durante a operação, os agentes recolheram um iPhone que, segundo as investigações, era usado pelo ex-presidente mesmo após as restrições impostas pela Justiça. O objetivo da apreensão é verificar se Bolsonaro esteve envolvido diretamente na articulação de conteúdos publicados durante recentes atos políticos, incluindo manifestações em que apareceu por videochamada.
De acordo com Moraes, Bolsonaro violou as medidas judiciais ao se comunicar com apoiadores em um ato político e ao utilizar canais de terceiros, como o do senador Flávio Bolsonaro, para veicular mensagens. A exclusão posterior de vídeos por parte do filho do ex-presidente também foi citada como tentativa de obstrução da investigação.
A decisão ressalta que a Justiça não pode ser ingênua diante de manobras para burlar suas determinações. Por isso, além da prisão domiciliar e da tornozeleira, Bolsonaro está proibido de receber visitas que não sejam advogados ou pessoas autorizadas pelo STF. O uso de qualquer celular, inclusive de terceiros, também está vetado.
Caso as novas medidas sejam descumpridas, Moraes deixou claro que a prisão domiciliar poderá ser convertida em preventiva, o que levaria Bolsonaro a um presídio comum.
A Polícia Federal vai realizar perícia no aparelho apreendido para apurar possíveis articulações digitais envolvendo o ex-presidente, especialmente na condução ou incentivo de ações políticas que descumpram ordens judiciais.



