Felipe Bressanim Pereira, conhecido como Felca, publicou um vídeo impactante em que denuncia práticas que considera perigosas no conteúdo produzido pelo influenciador paraibano Hytalo Santos. No vídeo, Felca questiona o uso de espaços com adultos, a presença de menores em festas com consumo de bebidas alcoólicas e a evolução da imagem de crianças como objeto de apelo sexual para atrair visualizações.
O caso mais citado por Felca é o de Kamylinha, hoje com 17 anos, que iniciou sua participação nos vídeos de Hytalo quando tinha apenas 12. O comunicador afirma que ela foi progressivamente “adultizada”, passando a ser usada como chamariz para engajamento, e classificou o cenário como um verdadeiro “circo macabro” e um tipo de exploração da infância em troca de lucro.
Confira o vídeo na íntegra:
Felca foi além e denunciou a existência de uma rede de pedofilia nas redes sociais, incluindo comentários suspeitos a publicações de menores que redirecionavam para grupos em aplicativos como o Telegram, sugerindo tráfico de conteúdo pornográfico infantil. Para demonstrar a falha dos algoritmos, ele criou um perfil falso e comprovou que imediatamente começou a receber recomendações de postagens semelhantes, evidenciando que as plataformas acabam incentivando esse tipo de conteúdo.
A denúncia ganhou força e resultou na desativação do perfil de Hytalo no Instagram, que acumulava milhões de seguidores. O caso também chegou às autoridades: o Ministério Público da Paraíba vinha monitorando os vídeos desde novembro de 2024 por possíveis indícios de exploração de menores, com base no Estatuto da Criança e do Adolescente. Se comprovada violação, o influenciador pode ser denunciado à Justiça ou orientado a firmar um Termo de Ajustamento de Conduta para suspender tais publicações.
Criminalistas, jornalistas e psicólogos ressaltam que essa exposição indevida e sexualização precoce pode trazer sérios danos à saúde mental de crianças e adolescentes, como distúrbios emocionais, dificuldade de autoimagem e estigmatização. O debate reacendeu alertas sobre os limites da exposição infantil nas redes sociais, a responsabilidade dos adultos e as falhas na moderação das plataformas.



