O ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou nesta semana suas alegações finais no Supremo Tribunal Federal (STF) no processo em que é acusado de liderar uma tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. A defesa solicita a absolvição, sustentando que não há provas concretas que vinculem Bolsonaro às acusações feitas pela Procuradoria-Geral da República (PGR).
No documento, os advogados alegam que o ex-presidente foi vítima de um “massacre midiático”, sendo tratado como culpado antes mesmo de apresentar sua defesa. Eles também questionam a validade da delação premiada de Mauro Cid, apontando supostas inconsistências nos depoimentos utilizados pela acusação.
Segundo a defesa, Bolsonaro sempre respeitou as regras democráticas e não tomou nenhuma medida para impedir a posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva. Para os advogados, a narrativa de golpe não encontra respaldo nas provas apresentadas no processo.
A PGR, por sua vez, já havia pedido a condenação de Bolsonaro e de outros réus por crimes como tentativa de golpe, organização criminosa armada e dano qualificado ao patrimônio público, com penas que podem chegar a 43 anos de prisão.
Outros acusados, como o general Braga Netto, também apresentaram alegações finais pedindo absolvição e contestando a versão apresentada pela acusação. O relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, deverá agora preparar o relatório e definir a data do julgamento na Primeira Turma do STF.



