A torcedora Letícia Leite Alves, do CSA, usou as redes sociais neste domingo (17) para denunciar que foi atingida por uma bala de borracha durante a confusão ocorrida no Estádio Rei Pelé, em Maceió, após o jogo entre CSA e Ituano pela Série C. O episódio, que já havia gerado repercussão pela intervenção da Polícia Militar, ganhou novos contornos com o relato da jovem, que afirma ter sido ferida sem receber qualquer tipo de assistência.
“Na correria, acabei sendo atingida por um tiro de borracha e, ao mesmo tempo, diversas bombas foram lançadas”, escreveu Letícia. Segundo ela, o ferimento exigiu sete pontos e, mesmo com sangramento, nenhum policial teria prestado socorro. “Pedi ajuda a vários policiais e todos se negaram a me ajudar”, relatou.

A torcedora também criticou duramente a condução da operação de segurança. “Me sinto desrespeitada e revoltada com a forma irresponsável e violenta com que a situação foi conduzida. Não fui ao estádio para sair machucada, traumatizada e indignada. Fui para torcer. E torcer jamais deveria custar tão caro”, desabafou. Ela encerrou o relato com um apelo: “Deixo registrado meu repúdio e o desejo de que cenas como essa não se repitam.”
Versão da Polícia Militar
Em nota oficial, a Polícia Militar de Alagoas afirmou que foi alvo de agressões por parte de torcedores. Segundo a corporação, objetos foram arremessados contra os agentes e também em direção ao campo e ao árbitro. Durante a intervenção, um homem de 29 anos foi preso por desacato, acusado de resistir à ação policial e de estar entre os torcedores que lançaram materiais em direção ao gramado.



