A operação “Falso Consignado”, deflagrada pela Polícia Civil de Alagoas nesta segunda-feira (19), revelou que o líder da quadrilha responsável por fraudes milionárias contra idosos também ordenava assassinatos de pessoas que o contrariavam. Mesmo preso por homicídio qualificado, o chefe do grupo continuava comandando as ações criminosas de dentro do sistema prisional.
Segundo as investigações, o grupo operava um esquema de falsificação de documentos e contratação de empréstimos consignados em nome de aposentados, sem autorização das vítimas. O prejuízo direto ultrapassa R$ 1 milhão, mas o volume movimentado pela organização chega a R$ 8 milhões em menos de dois anos.
Execuções encomendadas e ameaça à ex-esposa
Durante a apuração, a polícia identificou que o líder ordenou a execução de uma mulher em Marechal Deodoro, em maio de 2024, após um desentendimento interno. Há também provas de que ele planejava matar a própria ex-esposa, o que levou os investigadores a compartilhar as evidências com a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa.
A estrutura da quadrilha incluía setores dedicados à falsificação, lavagem de dinheiro e recrutamento de laranjas. Entre os 12 investigados, cinco já tinham histórico de fraudes contra o INSS ou idosos. O líder, inclusive, responde a processos na Justiça Federal e já foi preso pela Polícia Federal por viabilizar aposentadorias em nome de pessoas inexistentes.
Mesmo após ser detido, ele conseguiu reorganizar o grupo e preservar o patrimônio acumulado com os golpes anteriores.



