A movimentação militar dos Estados Unidos no sul do Caribe ganhou novos contornos nesta semana com o envio de três destróieres da Marinha norte-americana para a costa da Venezuela. A ação, segundo fontes internacionais, tem como objetivo intensificar o combate a organizações ligadas ao narcotráfico, classificadas por Washington como ameaças terroristas.
Os navios deslocados — USS Gravely, USS Jason Dunham e USS Sampson — pertencem à classe Arleigh Burke e são equipados com o avançado sistema de combate Aegis. Essa tecnologia permite o rastreamento simultâneo de mais de 100 alvos em um raio de até 190 km, além de lançar mísseis Tomahawk de longo alcance.
Além do poder ofensivo, os destróieres contam com sistemas de proteção contra ataques químicos, biológicos e nucleares. Os compartimentos internos são pressurizados e possuem escotilhas duplas, câmaras de descontaminação e filtros de ar especializados. Os equipamentos eletrônicos também são protegidos contra pulsos eletromagnéticos, uma ameaça crescente em cenários de guerra moderna.
Cada navio possui dois hangares para helicópteros MH-60 Seahawk, que ampliam a capacidade de operação em missões de resgate, abastecimento e reconhecimento. Os hangares também permitem o uso de drones, reforçando a vigilância aérea na região.
A ofensiva ocorre em meio a declarações da porta-voz do governo Trump, Karoline Leavitt, que afirmou que os EUA usarão “toda a força” contra o regime de Nicolás Maduro. O líder venezuelano já foi formalmente acusado de narcoterrorismo durante o primeiro mandato de Trump, e agora enfrenta uma recompensa de até US$ 50 milhões por informações que levem à sua prisão ou condenação.
A presença militar americana na região reacende tensões diplomáticas e levanta questionamentos sobre os próximos passos da política externa dos EUA em relação à América do Sul.



