Uma operação da Fiscalização Preventiva Integrada (FPI) do Rio São Francisco revelou um cenário alarmante em Girau do Ponciano, interior de Alagoas: um laticínio clandestino foi flagrado fabricando queijos dentro de uma betoneira enferrujada, em meio a condições insalubres, mau cheiro e presença de moscas.
O local operava sem qualquer licença ambiental ou sanitária, e utilizava produtos químicos proibidos para adulterar o soro do leite — entre eles, água oxigenada a 10%, substância que pode causar sérios danos à saúde humana.
Durante a vistoria, diversos órgãos atuaram em conjunto:
- 🧪 CRQ (Conselho Regional de Química): identificou a fraude com peróxido de hidrogênio.
- 🐄 CRMV/AL (Conselho Regional de Medicina Veterinária): autuou por ausência de registro e responsabilidade técnica.
- 🌱 IMA/AL (Instituto do Meio Ambiente): aplicou autos de infração e embargou o local por despejo irregular de efluentes e armazenamento ilegal de madeira nativa.
- 🧀 Adeal: apreendeu e inutilizou os queijos, que estavam em risco sanitário.
- 🚔 Polícia Ambiental e Civil: conduziram o responsável à Central de Flagrantes de Arapiraca, onde foi lavrado TCO e formalizada prisão por crime de poluição.
A operação reforça o alerta sobre os riscos do consumo de produtos sem origem fiscalizada e a importância da atuação integrada entre órgãos ambientais, sanitários e policiais.



