A tensão diplomática entre Venezuela e Estados Unidos ganhou novos contornos nesta quinta-feira (28), após a confirmação de que sete navios de guerra e um submarino nuclear norte-americano chegaram ao sul do Caribe, próximo à costa venezuelana. Segundo autoridades dos EUA, a operação tem como objetivo combater o tráfico internacional de drogas, mas o governo de Nicolás Maduro classificou a ação como uma “campanha terrorista”.
A frota inclui embarcações como o USS San Antonio, USS Iwo Jima e USS Fort Lauderdale, transportando cerca de 4.500 militares — entre eles, 2.200 fuzileiros navais. Aviões espiões P-8 também estão sendo utilizados para coleta de informações na região.
Venezuela aciona a ONU e mobiliza tropas
O embaixador venezuelano nas Nações Unidas, Samuel Moncada, se reuniu com o secretário-geral António Guterres para denunciar o que chamou de “ação cinética” — termo usado para descrever intervenções militares em países soberanos. Em documento oficial, Caracas pediu que a ONU monitore a escalada de ações hostis e classificou a operação como uma “grave ameaça à paz regional”.
Em resposta à movimentação militar, Maduro anunciou a mobilização de 4,5 milhões de milicianos e o envio de 15 mil soldados à fronteira com a Colômbia. “Fuzis e mísseis para a força camponesa! Para defender o território, a soberania e a paz da Venezuela”, declarou o presidente.
Reações internacionais e contexto político
A Casa Branca, por meio da porta-voz Karoline Leavitt, reafirmou que Nicolás Maduro não é reconhecido como presidente legítimo pelos EUA, classificando-o como fugitivo da Justiça americana. O governo Trump elevou recentemente a recompensa por informações que levem à prisão de Maduro para US$ 50 milhões.
Enquanto países como Argentina, Equador, Paraguai e Guiana seguiram os EUA ao declarar o Cartel de los Soles — supostamente liderado por Maduro — como organização terrorista, Trinidad e Tobago também manifestou apoio à operação militar americana.



