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Alagoas em 2026: Rivalidades históricas, alianças inesperadas e o jogo de poder que pode redefinir o Estado

Saiba como está se configurando o cenário político em Alagoas para as eleições 2026.

Por: Arthur Almeida – O cenário político de Alagoas para as eleições de 2026 começa a se desenhar com contornos surpreendentes e movimentações que desafiam previsões. Tradicionalmente marcada por disputas intensas entre os grupos liderados por Renan Calheiros e Arthur Lira, a política alagoana pode testemunhar uma reviravolta histórica: uma possível aliança entre os Calheiros e o atual prefeito de Maceió, JHC, que até então vinha se posicionando como principal nome da oposição ao grupo emedebista.

Nos bastidores, interlocutores próximos a Renan Filho e JHC têm sinalizado conversas discretas sobre uma composição estratégica para o governo do estado. A ideia seria unir forças para evitar o avanço de Arthur Lira, que articula sua candidatura ao Senado e busca ampliar sua influência sobre a bancada federal e estadual. JHC, que desponta como favorito para disputar o governo, poderia abrir mão da candidatura ao Executivo estadual em troca de apoio para o Senado, enquanto Renan Filho voltaria ao jogo como candidato ao governo com o respaldo da máquina estadual e da base interiorana. Essa aliança, embora improvável há poucos meses, passou a ser cogitada diante do enfraquecimento de algumas lideranças locais e da necessidade de consolidar um bloco forte contra o avanço do grupo de Lira.

Na Assembleia Legislativa, a disputa pelas 27 cadeiras promete ser acirrada. O grupo governista, liderado por Paulo Dantas e Marcelo Victor, busca manter sua hegemonia, enquanto a oposição tenta ampliar sua presença com nomes como Davi Davino Filho e Alfredo Gaspar. Na Câmara dos Deputados, Alagoas elege nove representantes, e a expectativa é de uma renovação parcial, com a entrada de novos nomes ligados ao setor empresarial e ao agronegócio, além da reeleição de figuras tradicionais.

No Senado, duas vagas estarão em disputa, e os nomes de Renan Calheiros e Arthur Lira dominam as especulações. Renan, que busca a reeleição, conta com o apoio do MDB e da estrutura estadual. Já Lira, presidente da Câmara dos Deputados, avalia que sua força nacional pode ser convertida em capital político local, especialmente se conseguir atrair o apoio de prefeitos e lideranças do interior. A possível candidatura de JHC ao Senado, caso se confirme a aliança com os Calheiros, adiciona uma camada de complexidade à disputa, podendo dividir votos da oposição e favorecer o grupo governista.

No âmbito nacional, a eleição presidencial em Alagoas tende a repetir o padrão das últimas disputas. Luiz Inácio Lula da Silva mantém forte apoio popular no estado, especialmente entre as camadas mais pobres e no interior. Com Jair Bolsonaro inelegível, nomes como Tarcísio de Freitas e Romeu Zema surgem como alternativas da direita, mas ainda enfrentam dificuldades para consolidar palanques locais robustos. A depender das alianças estaduais, Lula pode ampliar sua vantagem em Alagoas, especialmente se contar com o apoio do grupo de Renan e de JHC.

Com tantas peças em movimento, a eleição de 2026 em Alagoas promete ser uma das mais imprevisíveis da história recente. A possível união entre adversários históricos como os Calheiros e JHC pode redefinir o mapa político do estado e alterar profundamente as estratégias de campanha. Se confirmada, essa aliança teria o potencial de neutralizar o avanço de Arthur Lira e consolidar um novo bloco de poder que transcende rivalidades passadas. Até lá, os próximos meses serão decisivos para entender quem realmente estará ao lado de quem quando as urnas forem abertas.

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