O governo sul-coreano anunciou uma resposta diplomática firme após a prisão de mais de 300 cidadãos do país em uma operação de imigração realizada em uma fábrica da Hyundai Motor, no estado da Geórgia, Estados Unidos. O episódio, ocorrido na última quinta-feira (4), foi classificado como a maior ação de fiscalização em um único local na história do Departamento de Segurança Interna norte-americano.
O presidente Lee Jae Myung ordenou um “esforço total” para acompanhar o caso e garantir apoio consular aos detidos. O ministro das Relações Exteriores, Cho Hyun, afirmou que uma equipe especial foi criada para lidar com a situação e que não descarta uma viagem a Washington para tratar diretamente com autoridades americanas.
A operação, que resultou na detenção de cerca de 475 trabalhadores — incluindo os mais de 300 coreanos —, ocorre em meio à intensificação das políticas migratórias do presidente Donald Trump. O episódio pode agravar as tensões entre Seul e Washington, especialmente diante das negociações comerciais que envolvem investimentos sul-coreanos da ordem de US$ 350 bilhões nos Estados Unidos.
A Hyundai, uma das principais empresas sul-coreanas com atuação em solo americano, ainda não se pronunciou oficialmente sobre o impacto da operação em sua cadeia produtiva.



