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Pertencimento e cidadania dão ritmo às apresentações culturais da 13ª Feira dos Municípios – AMA


Delegações de vinte municípios apresentaram a expressão artística da sua região no segundo dia da maior feira municipalista do Brasil 

Fotos: Manuelle Gouveia

Reisado Viçosa – Foto: Edivaldo Florêncio

A diversidade da identidade alagoana ganhou protagonismo nesta sexta-feira (23), durante o segundo dia da 13ª Feira dos Municípios Alagoanos – Congresso e Expo, no Centro de Convenções Ruth Cardoso, em Jaraguá. Ao longo de mais de dez horas de programação ininterrupta, das 11h30 às 22h, a Arena Cultural recebeu delegações de 20 municípios, que apresentaram musicalidade regional, tradições ancestrais, folclore, danças populares, arte, teatro e inclusão.

Cada uma dessas manifestações carrega a origem de seu povo e atua como meio de transformação social ao oferecer, em muitos casos, oportunidade de emprego, geração de renda e um propósito de vida por meio da cultura. Um exemplo é o grupo Bateu na Lata, mantido pela Prefeitura de Belo Monte. A iniciativa é composta por 42 jovens, entre 12 e 19 anos, em situação de vulnerabilidade social, que utilizam latas e tambores recicláveis para a produção musical.

A secretária municipal de Assistência Social de Belo Monte, Lícia Feitosa, disse que o objetivo do projeto é afastar jovens da situação de rua e da ociosidade por meio do investimento na música. “Temos até fila de espera para participar do grupo, que faz toda a diferença na vida dessas crianças e adolescentes que participam dos ensaios assiduamente”, relatou. O estudante David Riquelme, de 19 anos, está há quatro anos na banda e diz adorar a experiência: “Gosto de viajar com a banda, conhecer novos lugares; isso me faz querer ser melhor a cada dia”.

Enquanto a melodia envolvente da Banda Filarmônica Aderbal Quirino, de São Brás, evocava sua sonoridade, uma família entrava na arena

Bateu na Lata Belo Monte – Foto: Edivaldo Florêncio

para prestigiá-la: a coordenadora pedagógica Carla Assis, de Paulo Afonso (BA); seu marido, o auxiliar de arrecadação Jadson Carvalho, de São José da Tapera; e o filho do casal, de quatro anos, Natanael da Silva Melo. “Estou encantada com as histórias e com a diversidade cultural e artística de cada cidade. Eu não conhecia Alagoas e, ao visitar os estandes e ver as apresentações, senti vontade de conhecer o estado”, contou Carla.

O clarinetista Alexandre Baraúna, que toca nas bandas filarmônicas de São Brás e de Traipu, observou a importância da música no desenvolvimento infantojuvenil, contrastando com o déficit de atenção causado pelo uso excessivo de telas. “É muito importante que os prefeitos invistam em escolas de música, pois elas possuem um grande impacto social. Não apenas dão oportunidades para os jovens aprenderem algo novo, mas também ajudam a retirá-los da frente das telas”.

Quem passou pela Arena Cultural pôde prestigiar as apresentações das quadrilhas de Santana do Mundaú, Teotônio Vilela e Major Isidoro; os grupos de dança de União dos Palmares e Quebrangulo; as bandas filarmônicas de Traipu e São Miguel dos Campos; o Grupo Armorial de Piranhas, a Banda de Pífano de Joaquim Gomes, o Trio Pé de Serra de Olho d’Água do Casado e a integração de capoeira e viola de Pindoba.

A herança ancestral foi compartilhada por meio do Reisado de Viçosa, do Maracatu de Palmeira dos Índios, do Maculelê de Jacaré dos Homens, do Pastoril de Inhapi e do Grupo Toré de Feira Grande. As artes cênicas e eruditas foram representadas pelo Teatro Camboio de Doido, de Taquarana; pelo Ballet Passos Mágicos, de Junqueiro; e, novamente, pelo Grupo Armorial de Piranhas.

A 13ª Feira dos Municípios Alagoanos – Congresso e Expo é uma realização da Associação dos Municípios Alagoanos (AMA), com patrocínio premium do Governo de Alagoas e do Sistema Fecomércio — Sesc e Senac, além do apoio do Sistema Fiea — Sesi e Senai, Sebrae, Grupo Equatorial, e parceria com a Abrasel, a Confederação Nacional dos Municípios (CNM) e o Conisul.



Fonte: AMA

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