Essa ligação improvável entre um assassino violentíssimo e uma figura pública respeitada virou manchete nacional e internacional, transformando o caso numa mistura de crime, sedução, poder midiático e traição que a Netflix explora com profundidade em seus três episódios.
Dirigida por Anthony Molyneaux, A Bela e o Bester apresenta uma narrativa não linear, entrelaçando entrevistas com jornalistas, familiares, autoridades e especialistas, além de arquivo de notícias e imagens inéditas. Essa montagem fragmentada cria um suspense palpável, ao custo de certa confusão cronológica em alguns momentos, apontaram críticos que acompanharam a estreia.
Enquanto parte do público elogia a intensidade e o “verdadeiro suspense” da história, outros comentam que a série poderia ganhar com uma linha temporal mais direta, especialmente para aqueles menos acostumados com o formato documental investigativo.
Talvez o episódio mais cinematográfico dessa história tenha ocorrido fora das telas: pouco antes da estreia, Bester e Magudumana tentaram impedir legalmente o lançamento da série, alegando que ela poderia prejudicar seu direito a um julgamento justo. A Netflix venceu a disputa na Justiça, e a série foi liberada para exibição — um ingrediente extra de controvérsia que só aumentou a curiosidade do público.
Não é apenas mais um documentário de crime real: A Bela e o Bester cruza linhas entre escândalo mediático, falhas sistêmicas no sistema prisional, e o poder que pessoas influentes podem exercer mesmo quando envolvidas em crimes brutais. A série não oferece respostas fáceis, mas levanta questões inquietantes sobre verdade, identidade e como as aparências podem enganar, tanto na mídia quanto na justiça.
Fonte: TV Alagoas



