A segurança alimentar e nutricional ganhou espaço de destaque na XXVII Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, promovida pela Confederação Nacional de Municípios (CNM). O debate reuniu gestores públicos, especialistas e representantes do governo federal para discutir estratégias de combate à fome, fortalecimento da agricultura familiar e promoção do direito humano à alimentação adequada.
Segurança alimentar vai além do acesso aos alimentos. O conceito envolve qualidade nutricional, respeito à diversidade cultural, sustentabilidade social, econômica e ambiental, além da atuação integrada entre União, Estados, Municípios e sociedade civil. A prefeita de Murici dos Portelas (PI), Ana Lima Carvalho, ressaltou a importância da alimentação escolar para o desenvolvimento infantil e para o desempenho educacional. “A criança desnutrida traz alterações nos índices de rendimento escolar e na atenção e sociabilidade na infância.”, afirmou.
O Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), executado pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), foi apontado como uma das principais políticas públicas de promoção da segurança alimentar entre estudantes da rede pública.
Os debatedores também destacaram a publicação da Resolução CD/FNDE 4/2026, que moderniza as regras relacionadas à segurança alimentar e nutricional dos alunos atendidos pela rede pública. Esta nova legislação insere regras como prioridade de compras da agricultura familiar, discrimina alimentos proibidos, dá prioridade a mulheres e jovens do campo e aumenta o acesso à comida de verdade.
A secretária de Assistência Social de São Cristóvão (SE), Lucianne Rocha, apresentou experiências locais voltadas ao fortalecimento do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan). “Segurança alimentar é comer bem, não somente ter o que comer. É comer com qualidade”, destacou. Luciana contou que São Cristóvão foi o primeiro Município a aderir ao Sisan por meio do fortalecimento do Conselho Municipal da região. “Uma das nossas principais estratégias foi a criação do Centro de Referência em Segurança Alimentar, o segundo do Nordeste.”, explicou.
Entre as iniciativas municipais apresentadas estiveram o Plano Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional (Plamsan), elaborado com participação de sindicatos e da sociedade civil, além do programa Tá na Mesa e da realização de feiras vinculadas ao Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).
Por Úrsula Barbosa
Da Agência CNM de Notícias
Fonte: AMA



