Depois de um primeiro tempo enroscado para a seleção, Endrick decidiu no segundo tempo no Huntington Bank Field.
Além dele, quem também fez gol para o time de Ancelotti foi Bruno Guimarães, ainda na etapa inicial.
Depois de um passe errado de Marquinhos, o Egito chegou a empatar com Ziko. Esse é o apelido de Mostafa Zaky, dado pelo pai dele em homenagem ao ídolo do Flamengo.
O amistoso trouxe uma preocupação médica: Wesley saiu machucado, com dores na virilha, ainda aos 16 minutos do primeiro tempo e deu lugar a Danilo.
Assim como diante do Panamá, no Maracanã, o Brasil mudou praticamente o time todo na virada do primeiro para o segundo tempo, em mais uma leva de testes de Ancelotti e colheu os frutos de quem entrou com apetite.
Agora, o foco passa a ser o Marrocos. Sábado, às 19h (de Brasília), será para valer. É Copa do Mundo, amigos!
No primeiro tempo, Ancelotti colocou em campo uma formação que foi moldada ao longo dos treinos durante a semana e também como reflexo de algumas atuações individuais contra o Panamá.
Isso representou a presença de Lucas Paquetá no meio-campo, mas não pela faixa esquerda do campo, e, sim, na direita.
Igor Thiago foi o centroavante, em uma dinâmica que fez Raphinha cair pelo lado esquerdo. Na zaga, Ibañez fez dupla com Marquinhos, uma surpresa de última hora de Ancelotti.
O saldo? O Brasil começou até bem na pressão. Tanto que Bruno Guimarães “bateu a carteira” de Lashin logo aos sete minutos e fez 1 a 0.
A questão é que pouco deu para se perceber taticamente da seleção antes da reação do Egito. E foi um presentaço de Marquinhos, três minutos depois. O capitão do Brasil não olhou para ver se tinha algum jogador perto. O passe para Alisson saiu curto, e Ziko empatou.
O Brasil viveu um período tão problemático no jogo que até ganhou mais um problema médico. Wesley sentiu a virilha em uma jogada no ataque e foi substituído por Danilo.
O lateral da Roma parecia muito preocupado no banco de reservas, tanto que chorou e foi consolado por colegas e membros da comissão técnica do Brasil.
Wesley será avaliado posteriormente na volta da seleção a Nova Jersey, onde Neymar ficou fazendo tratamento na panturrilha direita.
Com os ajustes táticos de Ancelotti, Bruno Guimarães esteve tecnicamente bem. Não só pelo gol.
Já Paquetá não estava na posição mais confortável e nem na função que cumpriu diante dos panamenhos. Os dois foram importantes na segunda metade do primeiro tempo, quando o Brasil controlou mais o jogo e conseguiu chances.
Vini Jr. e Igor Thiago tiveram as melhores oportunidades e não aproveitaram. No caso do primeiro, por optar chutar de direita (e não esquerda) depois de ganhar do zagueiro em velocidade -o goleiro defendeu.
Com o centroavante, duas situações apareceram, mas ele dominou mal, o que atrapalhou no equilíbrio para conclusões dentro da área. De todo modo, o Brasil teve suas chances.
Ancelotti mudou o time quase todo, a exemplo do amistoso passado. E essa estratégia trouxe um certo atacante que está com apetite: Endrick.
Foram só seis minutos até que ele balançasse a rede, aliviando o cenário para o Brasil.
O lance nasceu mais uma vez de uma pressão na saída de bola do Egito. Quem bateu a carteira foi uma mobilização dupla de Matheus Cunha e Douglas Santos. Raphinha recuperou a posse pela esquerda e cruzou rasteiro para a batida certeira de canhota.
Endrick não marcava pela seleção desde 2024, no amistoso contra o México que antecedeu a Copa América, ainda quando o técnico da seleção era Dorival Júnior.
Mas esse gol já estava amadurecendo nos amistosos recentes com Ancelotti, sobretudo porque a vitória sobre a Croácia teve participação dele em dois gols -sofrendo pênalti e dando assistência.
Na comemoração de Endrick, veio um abraço em Ancelotti.
O Brasil passou a controlar mais os esforços depois que voltou a comandar o placar. Baixou mais as linhas e viu um Egito que não tinha tantas soluções na frente, apesar da entrada do astro Mohamed Salah ainda depois do intervalo.
Ancelotti tinha trocado nove jogadores no intervalo -inclusive o goleiro- e depois ainda sacou mais dois, trazendo Martinelli e Alex Sandro a campo. O Egito foi assustar mesmo já nos acréscimos, com Zizo. Mas o dublé de Zidane não foi carrasco do Brasil.
No fim de semana do GP de Monaco, vale pegar a figura de linguagem emprestado: a seleção trouxe o carro para casa sem mais acidentes na etapa final, apesar dos percalços no início.
FICHA TÉCNICA
Brasil 2 x 1 Egito
Local: Huntington Bank Field, em Cleveland (EUA)
Data/hora: 6/6/2026, às 19h (de Brasília)
Árbitro: Adonai Escobedo (MEX)
Assistentes: Ibrahim Martinez e Maximiliano Gomez (MEX)
Cartões amarelos: Marquinhos (BRA); Hany (EGY)
Gols: Bruno Guimarães, 7’/1ºT (1-0); Ziko, 10’/1ºT (1-1); Endrick, 6’/2ºT (2-1)
Brasil: Alisson (Weverton), Wesley (Danilo), Marquinhos (Bremer), Ibañez (Léo Pereira) e Douglas Santos (Alex Sandro); Casemiro (Fabinho), Bruno Guimarães (Danilo Santos) e Paquetá (Luiz Henrique); Raphinha (Martinelli), Vini Jr (Matheus Cunha), e Igor Thiago (Endrick). Técnico: Carlo Ancelotti
Egito: Shobeir, Hany (Tarek Alaa) , Fathy, Yasser e Fattouh (Hafez); Lashin (Ashour), Attia (Zizo) e Trezeguet (Abdelmonem); Ziko (Adel), Hassan (Salah) e Marmoush (Abdelkarim). Técnico: Hossam Hassan
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Fonte: Notícias ao Minuto



