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Júri pode anunciar amanhã vencedor do Prêmio Camões de Literatura 2026


Começou às 10h30 desta quarta-feira (1º) a reunião virtual do júri do Prêmio Camões de Literatura 2026, considerado o mais importante da língua portuguesa. Caso os jurados cheguem a um consenso, o vencedor ou vencedora poderá ser conhecido (a) já nessa quinta-feira (2). No valor de 100 mil euros, o prêmio será concedido por meio de subsídio da Fundação Biblioteca Nacional (FBN), vinculada ao Ministério da Cultura (MinC), e do governo de Portugal, em partes iguais.

Nesta edição, a comissão julgadora é formada pelo professor José Carlos Seabra Pereira (Universidade de Coimbra – Portugal); a professora, poeta e ensaísta Ana Mafalda Leite (Universidade de Lisboa – Portugal); a professora e pesquisadora Lucia Santaella (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUCSP, Brasil); o professor, jornalista, historiador e doutor em Letras, José Ribamar Bessa Freire (Brasil); o escritor e crítico literário Lopito Feijó (Angola); a escritora, poeta, professora universitária e pesquisadora Odete Semedo (Guiné-Bissau).

O Prêmio Camões

O Prêmio Camões foi instituído pelos governos do Brasil e de Portugal em 1988, com o objetivo de estreitar os laços culturais entre as nações que integram a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), além de enriquecer o patrimônio literário e cultural da língua portuguesa.

A premiação recebeu o nome do poeta português Luís Vaz de Camões, maior escritor da história da língua portuguesa, e é atribuído aos autores, pelo conjunto da obra, que contribuíram para o enriquecimento do patrimônio literário e cultural da língua portuguesa. A primeira edição ocorreu em 1989 e teve como vencedor o poeta, contista e memorialista português Miguel Torga, em 1989. Já a vencedora em 2025 foi Ana Paula Tavares, poeta e historiadora angolana.

A organização do prêmio é dividida entre o Ministério da Cultura português e a Fundação Biblioteca Nacional. Em todas as edições, o júri é composto por dois portugueses, dois brasileiros e dois representantes das demais nações da CPLP, que são Angola, Guiné-Bissau, Cabo Verde, Moçambique, Timor Leste e São Tomé e Príncipe. O mandato para os jurados é de dois anos.

O diploma entregue aos laureados contém o nome de todos os países lusófonos e é assinado pelos chefes de estado do Brasil e de Portugal. Entre os 36 vencedores encontram-se autores de cinco países lusófonos (Brasil, Portugal, Moçambique, Angola e Cabo Verde).

Os vencedores do Prêmio Camões, por ordem cronológica, foram Miguel Torga (Portugal), João Cabral de Mello Neto (Brasil), José Craveirinha (Moçambique), Vergílio Ferreira (Portugal), Rachel de Queiroz (Brasil), Jorge Amado (Brasil), José Saramago (Portugal), Eduardo Lourenço (Portugal), Pepetela (Angola), António Cândido (Brasil), Sophia de Mello Breyner Andresen (Portugal), Autran Dourado (Brasil), Eugénio de Andrade (Portugal), Maria Velho da Costa (Portugal), Rubem Fonseca (Brasil), Agustina Bessa-Luís (Portugal), Lygia Fagundes Telles (Brasil), Luandino Vieira – recusado (Angola), António Lobo Antunes (Portugal), João Ubaldo Ribeiro (Brasil), Arménio Vieira (Cabo Verde), Ferreira Gullar (Brasil), Manuel António Pina (Portugal), Dalton Trevisan (Brasil), Mia Couto (Moçambique), Alberto da Costa e Silva (Brasil), Hélia Correia (Portugal), Radouan Nassar (Brasil), Manuel Alegre (Portugal), Germano Almeida (Cabo Verde), Chico Buarque (Brasil), Vítor de Aguiar e Silva (Portugal), Paulina Chiziane (Moçambique), Silviano Santiago (Brasil), João Barrento (Portugal), Adélia Prado (Brasil), Ana Paula Tavares (Angola).

 



Fonte: Agência Brasil

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