A mais recente pesquisa da consultoria Quaest, divulgada nesta quarta-feira (16), aponta que a aprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva subiu de 40% para 43% desde maio, enquanto a reprovação caiu de 57% para 53%. O levantamento foi realizado entre os dias 10 e 14 de julho, após o início do embate entre o governo brasileiro e o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que anunciou uma tarifa de 50% sobre produtos exportados pelo Brasil.
Segundo o cientista político Felipe Nunes, responsável pela pesquisa, o crescimento na avaliação positiva de Lula foi puxado, principalmente, por eleitores que não pertencem à base tradicional do petista. Entre os destaques estão moradores da Região Sudeste, pessoas com ensino superior completo, mulheres e indivíduos com renda entre dois e cinco salários mínimos.
Na Região Sudeste, por exemplo, a aprovação do presidente subiu de 32% para 40%, enquanto a reprovação caiu de 64% para 56%. Já entre os eleitores com ensino superior, a aprovação saltou de 33% para 45%.
O confronto com Trump foi percebido por parte do eleitorado como uma reação firme do governo brasileiro diante de uma ameaça externa. A medida anunciada pelo ex-presidente americano, que impôs uma tarifa de 50% sobre todos os produtos brasileiros exportados para os EUA a partir de 1º de agosto, provocou uma resposta formal do governo Lula, que manifestou “indignação” e enviou cartas cobrando negociações comerciais.
Apesar da melhora na imagem do presidente, a pesquisa mostra que a avaliação negativa ainda é maioria. Além disso, a percepção da população sobre a economia continua sendo um desafio: apenas 21% dos entrevistados acreditam que a economia melhorou nos últimos meses, e 43% esperam piora no cenário econômico nos próximos 12 meses.
A pesquisa Quaest ouviu dois mil eleitores em todos os estados do país e tem margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos.



