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Carlos Bolsonaro ataca governadores de direita e os chama de “ratos” em desabafo nas redes sociais

O vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, protagonizou neste domingo (17) uma série de ataques públicos contra governadores de direita, acusando-os de omissão e oportunismo diante da situação jurídica de seu pai. Em uma publicação nas redes sociais, Carlos usou termos como “ratos”, “canalhas” e “covardes” para se referir a lideranças que, segundo ele, se afastaram do bolsonarismo e priorizam projetos pessoais.

Sem citar nomes diretamente, o desabafo foi interpretado como uma crítica a figuras como Tarcísio de Freitas (SP), Romeu Zema (MG), Ronaldo Caiado (GO), Ratinho Jr (PR) e Eduardo Leite (RS) — todos cotados como possíveis candidatos à Presidência em 2026. O estopim para a reação de Carlos teria sido o lançamento da pré-candidatura de Zema, que ocorreu sem menção direta a Jair Bolsonaro ou à proposta de anistia para os envolvidos nos atos de 8 de janeiro.

“Enquanto Jair Bolsonaro está preso, doente e sendo lentamente assassinado a cada dia que passa, Clezão está morto, Silveira à beira do colapso, Filipe Martins torturado diariamente, milhares de presos políticos sangrando a alma na cadeia e os tais ‘direitistas’ se calam”, escreveu Carlos. “A verdade é dura: todos vocês se comportam como ratos, sacrificam o povo pelo poder e não são em nada diferentes dos petistas que dizem combater.”

Repercussão e apoio de Eduardo Bolsonaro

A publicação foi compartilhada por Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que atualmente vive nos Estados Unidos e tem articulado ações internacionais em defesa do pai. O gesto reforça o alinhamento do clã Bolsonaro contra qualquer tentativa de dissociação entre o bolsonarismo e os projetos presidenciais da direita tradicional.

Carlos também criticou propostas de indulto aos condenados pelos atos golpistas, classificando como “farsa” qualquer tentativa de conciliação institucional. “Fingem que vão resolver algo, falam em indulto para os perseguidos da falsa ‘trama golpista’, mas depois se escondem atrás da ‘prudência e sofisticação técnica’”, disparou.

Crise interna na direita

A fala de Carlos escancara o racha dentro da direita brasileira, especialmente após a inelegibilidade de Jair Bolsonaro. Enquanto parte dos aliados busca manter o legado político do ex-presidente, outros tentam construir caminhos próprios, com discursos mais moderados e foco em governabilidade.

O deputado Otoni de Paula (MDB-RJ), também de perfil conservador, rebateu as declarações de Carlos, afirmando que “ser chamado de rato virou punição para quem não repete o mantra bolsonarista”. A troca de farpas deve se intensificar à medida que o calendário eleitoral de 2026 se aproxima.

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