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Chip de testosterona em alta: moda ou necessidade médica?



O recente relato do cantor Zé Felipe, de 27 anos, sobre o uso do chamado “chip de testosterona” trouxe à tona uma discussão cada vez mais comum nos consultórios: afinal, homens com menos de 40 anos realmente precisam desse tipo de reposição? Recentemente, o cantor revelou que, depois de realizar uma bateria de exames, descobriu que está com testosterona baixa e, por isso, está fazendo reposição hormonal. “Cortisol alto, testosterona baixou e o cara nem tchum. O bicho fica sem reação, fica todo inofensivo. Meti um chip de testosterona, bicho. Eu estou é pronto. Fora energia, gás, vontade de viver, vontade de proteger quem você ama, vontade de sair correndo no meio da rua gritando. É outra vida, não é só academia, não, ficar forte, vontade de responder gente que não gosta de você, mas não toma sozinho. Vai no médico”, disse o ex-marido de Virginia Fonseca, de 26, ao falar sobre as mudanças que sentiu após o tratamento.Segundo o médico Marcelo Bechara, especialista em reposição hormonal masculina pela Harvard Medical School, homens jovens geralmente têm produção adequada de testosterona. “Quando há sintomas, muitas vezes a causa está no estilo de vida, e não em uma deficiência hormonal. A reposição nessa faixa etária, com menos de 40 anos, deve ser exceção”, explica.De acordo com o especialista, o diagnóstico de deficiência hormonal exige critérios bem definidos. “É fundamental a associação de sintomas clínicos com exames laboratoriais. Precisamos confirmar níveis baixos de testosterona em pelo menos duas dosagens feitas pela manhã, além de avaliar outros marcadores hormonais. Sem isso, não há indicação”, afirma.Outro ponto importante é diferenciar o uso terapêutico da testosterona daquele voltado para fins estéticos ou de performance. “A reposição médica tem como objetivo corrigir uma deficiência. Já o uso estético costuma levar a níveis acima do fisiológico, o que aumenta riscos como alterações no colesterol, elevação do hematócrito, impacto cardiovascular e supressão da produção natural do hormônio”, alerta Bechara.O médico esclarece que, apesar da praticidade, o chip apresenta limitações. “O implante dificulta ajustes rápidos de dose, o que pode ser um problema caso o paciente apresente efeitos colaterais” pontua.Entre os efeitos adversos de curto prazo estão acne, retenção de líquido e alterações de humor. Já no longo prazo, os riscos podem ser mais sérios. “Podemos observar infertilidade, supressão hormonal, alterações metabólicas e até aumento do risco cardiovascular, especialmente quando há uso inadequado”, destaca.A fertilidade, inclusive, é uma das principais preocupações, segundo o médico. “A testosterona exógena reduz a produção de espermatozoides. Na maioria dos casos, é reversível com tratamento, mas esse processo pode levar meses e não é garantido”, diz.Apesar disso, o médico conta que muitos homens relatam melhora na disposição, na libido e no ganho de massa muscular. No entanto, nem sempre esses efeitos significam que existia uma deficiência real. “Os benefícios são claros em pacientes com diagnóstico confirmado. Em quem não tem, parte da melhora pode vir de mudanças no estilo de vida ou até de efeito psicológico. Por isso, a indicação correta é fundamental”, reforça.Zé Felipe abandona fios platinados e surge com novo visualReprodução/ Instagram





Fonte: TV Alagoas

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