A Embaixada dos Estados Unidos no Brasil publicou nesta quinta-feira (7) um novo comunicado em tom crítico ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. Na nota, a representação diplomática norte-americana reforçou acusações de violações de direitos humanos atribuídas ao magistrado e advertiu diretamente seus aliados políticos e institucionais, afirmando que estão “avisados para não apoiar ou facilitar sua conduta”.
A manifestação segue a linha adotada anteriormente por autoridades do governo dos EUA, que já haviam classificado Moraes como o principal responsável por medidas de censura e perseguição a apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro. As críticas têm como base a aplicação da chamada Lei Magnitsky, que permite sanções a indivíduos estrangeiros considerados responsáveis por graves abusos de direitos humanos ou corrupção.
De acordo com o comunicado, Alexandre de Moraes e seus aliados estão sendo monitorados de perto pelas autoridades americanas. As consequências incluem possíveis restrições de visto e bloqueio de bens nos Estados Unidos. Tais medidas, segundo a nota, também podem atingir familiares e membros do Judiciário brasileiro que, segundo os americanos, estejam colaborando com ações consideradas autoritárias.
O episódio eleva ainda mais a tensão diplomática entre Brasil e Estados Unidos, com reações divididas entre autoridades brasileiras. Enquanto alguns consideram a medida uma interferência externa nos assuntos internos do país, outros apontam para um endurecimento do governo americano contra práticas que considera incompatíveis com valores democráticos.



