O Exército Brasileiro emitiu uma ordem de “tolerância zero” para qualquer tipo de aglomeração ou manifestação nas proximidades de unidades militares, especialmente durante o julgamento do núcleo central da suposta trama golpista envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro. A medida também se estende às mobilizações previstas para o feriado de 7 de setembro.
A determinação foi repassada aos comandos de área e está sendo coordenada em conjunto com a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal. Reuniões permanentes vêm sendo realizadas para garantir a segurança institucional durante o período sensível.
Julgamento e repercussões
Nesta primeira fase, serão julgados Bolsonaro, o tenente-coronel Mauro Cid (delator do caso), três generais de quatro estrelas — Augusto Heleno, Paulo Sérgio Nogueira e Braga Netto — além do almirante Almir Garnier. O julgamento ocorre na Primeira Turma do STF e é considerado delicado pelas Forças Armadas, dado o número de militares envolvidos.
Apesar da tensão, oficiais avaliam que não haverá atos nos arredores dos quartéis, em parte devido ao posicionamento do Alto Comando, que teria rechaçado qualquer plano de golpe para manter Bolsonaro no poder. A postura, no entanto, tem gerado insatisfação entre apoiadores do ex-presidente.



