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Febre de Oropouche rompe barreiras da Amazônia e acende alerta nacional

A febre de Oropouche, antes restrita à região amazônica, já foi confirmada em 18 estados brasileiros e no Distrito Federal somente em 2025, totalizando mais de 11 mil casos registrados no país. O avanço da doença levanta preocupação entre autoridades de saúde e especialistas em epidemiologia. Até o momento, cinco mortes foram oficialmente atribuídas à doença – quatro no Rio de Janeiro e uma no Espírito Santo – enquanto outros dois óbitos seguem sob investigação.

A Oropouche é causada por um arbovírus transmitido principalmente pelo mosquito maruim, também conhecido como mosquito-pólvora. Os sintomas são semelhantes aos da dengue e da chikungunya, incluindo febre alta, dores musculares e nas articulações, dor de cabeça, náuseas, tontura e sensibilidade à luz. Em casos mais graves, o vírus pode causar complicações neurológicas, como meningite ou meningoencefalite.

Estudos recentes indicam que o surto em áreas fora da Amazônia pode estar relacionado à disseminação de uma nova linhagem do vírus, originada no estado do Amazonas. Além disso, o desmatamento, o desequilíbrio ambiental e o aumento das temperaturas favorecem a proliferação dos mosquitos transmissores e ampliam o alcance da doença para outras regiões.

A Organização Pan-Americana da Saúde já havia emitido alerta em 2024 sobre o risco de disseminação da Oropouche pelo continente. No Brasil, a expectativa é que os números de 2025 superem os 13 mil casos registrados no ano anterior, o que indica um crescimento preocupante da circulação viral.

Ainda não existe vacina específica contra a febre de Oropouche. O tratamento é sintomático e envolve repouso, hidratação e uso de analgésicos. Em algumas situações graves, o antiviral ribavirina tem sido utilizado em caráter experimental.

Com a expansão da doença para todas as regiões do país, o Ministério da Saúde e secretarias estaduais reforçam a importância da vigilância, do combate aos vetores e da informação clara à população sobre os sintomas e formas de prevenção. O cenário atual exige resposta coordenada para evitar que o surto se torne uma crise sanitária de grandes proporções.

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