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Flávio Bolsonaro diz que “problema com os EUA acaba se Bolsonaro estiver nas urnas”

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou, em entrevista nesta quinta-feira (25), que a crise diplomática entre Brasil e Estados Unidos, agravada pela imposição de tarifas de 50% sobre produtos brasileiros, poderia ser resolvida imediatamente caso o ex-presidente Jair Bolsonaro tenha sua candidatura liberada para as eleições de 2026.

Segundo o parlamentar, a raiz do problema não está nas decisões dos norte-americanos, mas no cenário político e judicial brasileiro. “Se a gente fizer o nosso dever de casa, acaba a sanção no mesmo dia. Se fizermos eleições com Jair Bolsonaro nas urnas, não vamos mais ser tratados como se fôssemos Venezuela pela maior democracia do mundo”, declarou Flávio.

Críticas ao governo Lula

Flávio Bolsonaro responsabilizou o atual governo pela escalada do conflito comercial com os Estados Unidos. Em suas palavras, o presidente Lula estaria “fazendo força para que a tarifa vá para 100%”. Apesar de dizer que não deseja o agravamento das sanções, o senador acusou o governo de provocar os Estados Unidos com decisões políticas que envolvem o cerco judicial ao seu pai.

Inelegibilidade contestada

Jair Bolsonaro está atualmente inelegível até 2030, por decisões do Tribunal Superior Eleitoral relacionadas a abuso de poder político e uso indevido de meios de comunicação. Flávio, no entanto, voltou a criticar a Justiça Eleitoral, chamando as condenações de “esdrúxulas” e afirmando que o ex-presidente tem todo o direito de se sentir injustiçado.

Parlamentares aliados ao ex-presidente, incluindo o próprio Flávio, têm articulado uma proposta de anistia para reverter a inelegibilidade. Para o senador, a eventual anistia poderia não apenas reabilitar Bolsonaro politicamente, como também solucionar a tensão diplomática com os Estados Unidos.

Crise comercial

A crise se intensificou após o governo norte-americano, liderado por Donald Trump em seu novo mandato, anunciar uma tarifa de 50% sobre diversos produtos brasileiros, com aplicação prevista para 1º de agosto. A medida foi interpretada como retaliação às condenações judiciais contra Jair Bolsonaro.

Setores como o agronegócio, a indústria de alimentos e a tecnologia devem ser duramente atingidos pela medida. O governo brasileiro tenta evitar o agravamento da situação por meio de articulações diplomáticas e possíveis medidas de compensação.

Um cenário politizado

A declaração de Flávio Bolsonaro expõe a politização do conflito diplomático, transformando uma questão de comércio internacional em tema eleitoral. Ao vincular diretamente a suspensão da tarifa à presença do ex-presidente nas urnas, o senador aposta na narrativa de que Bolsonaro é a chave para restabelecer o alinhamento com os Estados Unidos.

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