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Forame oval patente: entenda a causa do AVC enfrentado por Mico Freitas, marido de Kelly Key



Kelly Key, de 43 anos, usou as redes sociais nesta sexta-feira (17) para compartilhar detalhes do AVC sofrido por seu marido, Mico Freitas, de 44. “Bom dia, musa. Acabei de acabar o meu treino aqui. Eu estou há alguns dias completamente fora da minha rotina.Vocês estão aí acompanhando, né? Quem acompanhou desde o início… Foi o quê? Dia 6 de abril. O Mico teve um AVC de forma súbita. Acho que todo AVC é súbito, mas, enfim”, começou a artista.Kelly contou que o marido começou com uma fala enrolada e perda da coordenação do lado esquerdo do corpo. “Aí a gente correu para o hospital. Foi Deus que me fez identificar isso imediatamente, que ele estava tendo um AVC. A gente agiu rápido. E eu acho que isso que fez toda a diferença. Porque ele foi socorrido muito rapidamente. E aí o quadro dele teve uma recuperação completa em quatro dias. Só que a gente começou a entrar em uma fase intensa de investigação para conseguir entender a causa desse AVC,”, explicou.Segundo a cantora, Mico fez vários exames durante a internação. “Exame de coração, sangue, motor… Ficam monitorando o coração. E alguns deles não mostravam nada que justificasse, a não ser a desconfiança através de um específico, que solicitou um novo, que a gente fez ontem. E aí a resposta chegou. Ele tem o forame oval patente, que é um buraquinho no coração que permitiu a passagem de um coágulo e foi caminhando até o cérebro. Então agora fica tudo mais claro para a gente”, disse.Kelly afirmou que ele está bem, em casa e medicado. “Mas é uma atenção, porque a gente segue acompanhando com a equipe médica. A gente tem uma consulta nova com a cardiologia na terça-feira. A gente está tentando antecipar. Porque uma cirurgia é indicada nesse caso. Eu não vou negar que essa é uma situação que mexe com tudo. Mexe com a rotina, mexe com a cabeça da gente. Mexe com a forma com que a gente vê a vida como um todo. E aí eu precisei parar esses dias. Foi muito necessário viver tudo isso muito intensamente”, destacou. O que é FOP?Segundo a revista da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (SOCESP), o forame oval patente (FOP) está presente em até 30% dos adultos e tem se mostrado altamente prevalente em pacientes diagnosticados com acidente vascular cerebral isquêmico (AVCI) de causa desconhecida, também chamado de AVCI criptogênico.A comunicação entre os átrios através da fossa oval é fundamental durante a vida intrauterina e habitualmente se fecha após o nascimento. Quando esse fechamento não acontece, ocorre o forame oval patente, popularmente conhecido como FOP. A prevalência na vida adulta dessa alteração é de cerca de 25%-30%.Na grande maioria dos casos, essa alteração não vai gerar qualquer tipo de repercussão. As implicações ocorrem quando há formação de um trombo (no sistema venoso) e este passa do lado direito para o lado esquerdo, através dessa comunicação entre os átrios. Após a passagem para o lado esquerdo, o trombo pode atingir algum ramo arterial e causar como evento clínico um acidente vascular cerebral (AVC).DiagnósticoA maioria dos pacientes é assintomática e o diagnóstico ocorre de forma acidental, comumente durante a realização de exames por outras indicações. A avaliação e pesquisa de FOP está indicada nos casos de AVC criptogênico ou na presença de eventos que possam estar relacionados com sua presença, como na síndrome de platipneia-ortodeoxia e na síndrome descompressiva. A manifestação mais preocupante associada à embolia paradoxal é o AVC isquêmico.TratamentoA indicação do fechamento do FOP é dependente de uma série de informações, tais como história clínica, eventos prévios e avaliação por método de imagens. A definição do mecanismo do AVC é de extrema importância nessa avaliação, sendo necessária muitas vezes uma discussão do caso com outras especialidades, como a neurologia e hematologia. Após a definição de um AVC criptogênico, deve-se avaliar as características de maior risco associadas ao FOP. De forma geral, o fechamento do FOP deverá ser indicado nos pacientes com idade inferior a 60 anos, história de AVC criptogênico e características anatômicas do FOP consideradas de maior risco após avaliação ecocardiográfica.





Fonte: TV Alagoas

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