Autoridades do governo brasileiro, representantes do setor empresarial e senadores estão unindo esforços em uma última tentativa de impedir que entre em vigor, no dia 1º de agosto, a tarifa de 50% imposta pelo ex-presidente Donald Trump sobre produtos brasileiros, especialmente açúcar e etanol.
A estratégia inclui três frentes principais: diplomacia, pressão institucional e demonstração de impacto econômico. A Câmara de Comércio dos Estados Unidos deve enviar uma nova carta ao governo americano, reforçando os prejuízos que a medida pode causar à economia de ambos os países. Ao mesmo tempo, grandes empresas brasileiras pretendem anunciar novos investimentos nos Estados Unidos, que somam cerca de 7 bilhões de dólares, como forma de destacar a relevância do Brasil na geração de empregos no território americano.
Além disso, uma comitiva de senadores brasileiros viajará a Washington no próximo domingo para dialogar diretamente com parlamentares aliados de Trump, buscando apoio político dentro do Congresso norte-americano.
Internamente, o governo federal está preparando um plano de contingência para proteger os setores mais afetados pela tarifa. Estão em avaliação medidas como crédito emergencial, apoio à exportação e possíveis compensações baseadas na legislação internacional.
A decisão de Trump tem gerado preocupação em diversos setores da economia, especialmente no Nordeste, onde as exportações de açúcar representam uma importante fonte de renda e empregos. A expectativa é de que as articulações dos próximos dias sejam decisivas para o futuro da medida.



