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Guardiola critica falta de apoio à Palestina durante guerra com Israel



LUCAS BOMBANA
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O técnico do Manchester City, Pep Guardiola, fez um discurso emocionado durante um evento beneficente pró-Palestina realizado na quinta-feira (29), em Barcelona.

Nascido na região da Catalunha, o treinador espanhol lamentou o impacto causado pela guerra a milhares de civis palestinos desde o início da guerra contra Israel há dois anos anos e criticou a falta de apoio internacional à região, durante sua participação no palco do evento “Concerto pela Palestina”, realizado na arena Palau Sant Jordi, como parte da campanha “Act x Palestine”.

O evento teve a participação de aproximadamente 12 mil pessoas e shows de artistas, entre eles Rosalía, com a arrecadação destinada a iniciativas culturais palestinianas.

Guardiola iniciou sua fala se dirigindo à plateia com o termo “Salam Aleykoum”, saudação árabe que pode ser interpretada como: “que a paz esteja com você”.

“Quando vejo nesses dois últimos anos pelas redes sociais, pela TV, imagens de garotos implorando por suas mães, que estão debaixo de escombros e eles ainda não sabe, e sempre penso: ‘o que eles devem pensar? Eu penso que os deixamos sozinhos, abandonados”, afirmou o treinador, que usava um keffiyeh, traje típico relacionado à Palestina.

“Sempre penso que devem dizer: ‘onde estão? Venham nos ajudar’. E até agora, ainda não o fizeram. Provavelmente porque os poderosos, que são uns covardes, basicamente o que fazem é matar gente inocente. É isso o que fazem os covardes”, acrescentou Guardiola.

Essa não foi a primeira vez que o treinador defendeu a causa palestina. Em novembro de 2025, ele apoiou a realização de partida amistosa entre as seleções da Catalunha e da Palestina, no Estádio Olímpico de Montjuic, em Barcelona.

“Com este jogo, os palestinos vão ver que há uma parte do mundo que está pensando neles”, declarou na época. “Deixamos Israel destruir uma população inteira, o dano já está feito e é irreparável.”
Na quarta-feira (28), as Forças Armadas de Israel disseram pela primeira vez que pelo menos 70 mil palestinos foram mortos durante a guerra na Faixa de Gaza, reconhecendo que o número do Ministério da Saúde do território, controlado pelo Hamas, está correto.

O órgão palestino diz que 71.667 pessoas foram mortas durante os dois anos da guerra, que começou com o ataque terrorista do Hamas em 7 de outubro de 2023 e terminou com o cessar-fogo firmado em outubro do ano passado.

Em agosto de 2025, a ONU disse que 500 mil pessoas no território estavam em situação catastrófica de desnutrição.

“As bombas, o que provocam e querem provocar são silêncios, que olhemos para o outro lado. Temos simplesmente de não olhar para o outro lado e nos implicar”, disse o técnico do time inglês, que na véspera havia vencido o Galatasaray pela última rodada da Champions League, em Manchester.

O City ficou com a 8ª colocação na primeira fase da Champions, garantindo a última vaga direta para as oitavas de final da competição.



Fonte: Notícias ao Minuto

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