O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta segunda-feira que o governo federal vai proteger os trabalhadores, independentemente das medidas que sejam adotadas em resposta ao impasse comercial com os Estados Unidos. A declaração foi dada durante entrevista, em meio às negociações para tentar evitar sobretaxas que devem ser impostas aos produtos brasileiros a partir de 1º de agosto.
Segundo o ministro, o governo está preparando um plano de contingência que inclui a oferta de crédito com juros baixos e carência para empresas que venham a ser impactadas diretamente pelas tarifas. A ideia é apresentar ao presidente Lula um conjunto de medidas, com diferentes possibilidades de ação, que serão acionadas conforme a gravidade da situação e o setor afetado.
Haddad enfatizou que qualquer ação tomada pelo governo terá como prioridade preservar empregos e a produção nacional. Ele também destacou que o Brasil não adotará medidas precipitadas ou retaliações que possam gerar mais prejuízos à população, como o aumento de preços no mercado interno.
O ministro reforçou ainda que o governo aguarda uma definição mais clara dos Estados Unidos sobre quais produtos serão taxados e em que condições. Somente após esse posicionamento oficial é que o Brasil deve anunciar quais medidas adotará.
Durante a entrevista, Haddad também reiterou que o presidente Lula está disposto ao diálogo com o governo norte-americano, mas ressaltou que isso será feito com firmeza e respeito à soberania brasileira, sem submissão ou postura de fraqueza. O governo busca uma solução equilibrada, que defenda os interesses do país e preserve a estabilidade econômica.



