Lee Young-ji segue consolidando seu nome como uma das artistas mais versáteis e carismáticas da nova geração sul-coreana. Entre música, televisão e internet, a rapper se transformou em um fenômeno que ultrapassa fronteiras e vive agora uma nova fase da carreira!Após conquistar o público ao vencer programas como High School Rapper 3 e Show Me The Money 11, Young-ji expandiu sua atuação e se firmou também como apresentadora e personalidade querida pelo público. Em 2024, o EP 16 Fantasy mostrou um lado mais melódico e íntimo da artista, impulsionado pelo sucesso de Small Girl, parceria com D.O., do EXO.Agora, ela retorna com o single ROBOT, lançado em fevereiro, enquanto percorre o mundo com a turnê LEE YOUNGJI 2.0. Em entrevista à Quem, a estrela falou sobre amadurecimento, vulnerabilidade artística, espontaneidade e revelou uma conexão inesperada com o Brasil: o amor pelo funk brasileiro.”Hoje vejo tudo como destino”Young-ji relembrou o impacto de vencer High School Rapper 3 ainda muito jovem. Segundo ela, o momento foi importante, mas também trouxe dúvidas sobre o futuro.”Sinceramente, eu já gostava da cultura hip-hop antes mesmo de entender qual caminho queria seguir profissionalmente. Entrei no programa meio por impulso e enfrentei desafios. Mais do que isso, fiquei me perguntando se ser rapper era mesmo o meu caminho”, contou.A artista disse que precisou de tempo para processar a mudança repentina em sua vida: “Acabei vencendo sem saber muita coisa. Depois passei anos pensando nisso. Hoje, gosto tanto do que faço que passei a enxergar tudo como destino.”Música como expressão naturalAo falar sobre o momento em que decidiu seguir carreira artística, Young-ji explicou que não houve uma grande epifania: “Não tive aquele momento dramático de pensar: ‘quero viver de música’. Foi mais algo natural. Sempre tive diferentes talentos e senti vontade de me expressar e ser reconhecida através da música.”Ela afirma que cada lançamento reforça essa certeza: “Toda vez que lanço uma música ou subo ao palco, sinto que não existe outro caminho para mim.”Lee Young-jiMainstreamSeu novo trabalho, “ROBOT”, nasceu durante uma sessão criativa em Los Angeles e partiu de uma imagem curiosa: um robô quebrado.”Todas as melodias que vinham à minha cabeça pareciam descrever um robô quebrado. Foi assim que tudo começou”, revelou.Segundo Young-ji, a música fala sobre se entregar tanto a algo, como amor, hobby ou carreira, a ponto de entrar em curto-circuito emocionalmente.”Eu realmente pifava com frequência. Quando gosto de algo, mergulho de cabeça. É uma música divertida e fofa, mas acho que qualquer pessoa que já se apaixonou vai se identificar.”Vulnerabilidade sem medoA rapper também comentou como passou a se abrir mais em suas letras. Para ela, esse processo começou com “Small Girl”, faixa em que abordou inseguranças pessoais: “Eu tinha muitas preocupações antes de lançar aquela música, mas ela recebeu muito amor. Isso diminuiu meu medo de mostrar minhas fraquezas.”Ela adiantou que novos trabalhos ainda mais pessoais estão a caminho. “Hoje não tenho mais medo de me mostrar como sou por meio da música.”Sobre a evolução sonora desde 16 Fantasy, Young-ji diz que ainda está em processo de descoberta artística, mas se sente cada vez mais próxima de sua identidade: “Quero explorar o máximo de gêneros possível dentro do hip-hop. Meu primeiro EP foi a primeira vez em que realmente experimentei sons diferentes. Ainda estou me encontrando, mas sinto que estou quase lá.”Ela acredita que as experiências acumuladas nos últimos anos ajudaram nesse amadurecimento: “Agora finalmente sinto que consigo me expressar de forma mais completa através da música.”Espontaneidade como marca registradaAlém da carreira musical, Lee Young-ji conquistou enorme popularidade com sua personalidade espontânea em programas de variedades e no talk show online No Prepare.”Se tirarem a espontaneidade da minha vida, sinto que não sobraria nada”, brincou. “Sempre contei com isso para tomar decisões e seguir em frente.”Apesar de reconhecer que nem sempre essa característica joga a seu favor, ela vê a autenticidade como parte essencial de quem é: “Provavelmente vou continuar espontânea pelo resto da vida.”Lee Young-jiMainstreamAtualmente em turnê com LEE YOUNGJI 2.0, a artista promete um espetáculo ainda mais elaborado: “Mais do que apenas curtir o palco sozinha, eu queria que o público sentisse que está vendo uma performance realmente bem produzida. Coloquei muitos detalhes para elevar a experiência.”Ela define a nova fase como uma evolução natural. “Eu faço rap, danço e canto — coisas que sempre fiz —, mas agora vocês vão ver uma versão mais evoluída de mim.”Carinho pelo Brasil e amor pelo funkAo falar sobre o alcance internacional de sua música, Young-ji disse se emocionar ao ver fãs estrangeiros cantando letras em coreano.”Quando vejo pessoas do outro lado do mundo sabendo até os pequenos detalhes das músicas, parece surreal.”Lee Young-jiMainstreamQuestionada sobre o Brasil, ela revelou já ter uma conexão especial com o país: “Sempre ouço funk brasileiro quando tomo banho — melhora meu humor instantaneamente. É tão energético. Acho que amo essa vibração que o Brasil tem.”A rapper ainda contou que recebeu muitas mensagens de brasileiros após um vídeo viralizar recentemente: “Isso me deixou muito grata e me fez pensar: adoraria visitar e me apresentar aí algum dia.”Por fim, Young-ji deixou uma mensagem carinhosa para o público da América Latina: “Vou me certificar de mostrar muitos lados diferentes meus e da minha música. Se vocês acabarem gostando de mim, farei o meu melhor para retribuir esse amor. Espero que possamos nos encontrar em breve. Até lá, desejo que tenham um dia feliz. Muito obrigada!”Confira a entrevista na integra1. Você ganhou grande atenção ainda muito jovem após vencer o High School Rapper 3. Do que você mais se lembra daquele momento e como isso mudou sua vida?Sinceramente, comecei a me apaixonar pela cultura hip-hop antes mesmo de entender qual caminho queria seguir profissionalmente. High School Rapper foi o primeiro programa de sobrevivência de que participei, meio por impulso, então com certeza enfrentei alguns desafios.Mas, mais do que as dificuldades de estar em um ambiente tão intenso, o que realmente me abalou foi a confusão: será que ser rapper era mesmo o caminho que eu queria seguir? Entrei no programa sem saber muita coisa e, de alguma forma, acabei vencendo. Depois disso, passei alguns anos pensando bastante sobre isso.Agora, porém, gosto tanto do que faço que passei a enxergar isso como destino — e simplesmente aceitei dessa forma.2. Olhando para sua trajetória desde a adolescência até agora, quando percebeu que realmente queria seguir a música como carreira?Não tive um momento específico de epifania em que pensei claramente: “quero seguir carreira na música”. Sei que isso talvez não soe muito romântico, mas não sou o tipo de pessoa que decide as coisas por causa de uma revelação.Acho que foi mais um fluxo natural. Desde jovem, sempre tive diferentes talentos e pontos fortes, e de alguma forma isso me levou a querer me expressar e ser reconhecida por meio da música.Mas toda vez que lanço uma música ou subo ao palco, sinto certeza de que não existe outro caminho para mim. Isso se reafirma todas as vezes. Neste ponto, realmente não consigo me imaginar em outra carreira.3. Seu novo single “ROBOT” mistura humor e emoção. Como surgiu a ideia da música?Na verdade, fiz essa música no ano passado, durante minha primeira sessão em Los Angeles. Todo o processo aconteceu muito rápido e, naquele momento, todas as melodias que vinham à minha cabeça pareciam descrever um robô quebrado. Foi daí que a música começou.A ideia de estar “tão apaixonada que você acaba como um robô quebrado” reflete muito quem eu sou na vida real, então desenvolvi isso com bastante imaginação. Eu realmente “pifava” com frequência — seja por causa de alguém, de um hobby ou da música
não importa o quê, costumo mergulhar de cabeça e acabar entrando em curto-circuito.É uma música divertida e fofa, mas acho que qualquer pessoa que já se apaixonou vai conseguir se identificar.4. A faixa fala de sentimentos que às vezes parecem “quebrados”, como um robô com defeito. Você costuma transformar experiências pessoais em letras?Acho que isso realmente começou com “Small girl” — foi quando passei a colocar minhas vulnerabilidades reais e pessoais na minha música. Eu tinha muitas preocupações antes de lançar essa canção, mas ela acabou recebendo muito amor. Por causa disso, acho que meu medo de mostrar minhas fraquezas diminuiu um pouco.Tenho muitas músicas chegando. Claro, é ótimo quando uma canção é tecnicamente impecável, mas acho que as pessoas se conectam mais com a história honesta e real de um artista.Quanto a “ROBOT”, essa faixa se apoia mais na imaginação do que em experiências pessoais. Mas acho que vocês poderão ouvir mais músicas baseadas nas minhas vivências muito em breve. Neste momento, não tenho mais medo de me mostrar como sou por meio da música.5. Seu EP “16 Fantasy” mostrou um lado mais melódico da sua música. Como você enxerga a evolução do seu som ao longo dos anos?Estou tentando explorar o máximo de gêneros possível dentro do universo do hip-hop. Com meu primeiro EP, “16 Fantasy”, foi a primeira vez em que realmente experimentei sons diferentes. Sei que houve reações mistas, mas, pessoalmente, fiquei muito satisfeita com ele.Ainda acho que estou no processo de me encontrar, mas sinto que estou quase lá. Como comecei em um programa de sobrevivência, não foi o início mais fácil — precisei descobrir quem eu era enquanto continuava fazendo música ao mesmo tempo.Mas, por meio de todos os palcos, gravações e pessoas que conheci pelo caminho, acumulei histórias e experiências suficientes. Agora sinto que finalmente estou em um ponto em que consigo me expressar mais plenamente através da música, em diferentes gêneros.Espero que aguardem ansiosamente para ver mais lados meus — não vou decepcionar. E com as novas músicas que vêm por aí, espero que consigam ver o quanto cresci e mudei.6. Além da música, você também conquistou o público com sua personalidade muito sincera em programas de TV e conteúdos online, como seu talk show no YouTube No Prepare. Você sempre foi tão espontânea?Se tirarem a espontaneidade da minha vida, sinceramente sinto que não sobraria nada. Sempre contei com isso para tomar decisões e seguir em frente — isso faz parte de quem eu sou.Claro, há muitas vezes em que isso não joga a meu favor, mas ao mesmo tempo também é o que me moldou e me tornou quem sou hoje. Então, enquanto eu puder, quero continuar vivendo assim.Acho que provavelmente vou continuar espontânea pelo resto da vida.7. Muitas pessoas dizem que você representa a “voz da geração mais jovem” na Coreia. Você sente alguma responsabilidade por isso?Muito obrigada pelo elogio
mas nunca pensei em mim mesma como a “voz de uma geração”, então não sinto uma pressão específica por causa disso.Acho que se tornar uma artista que representa uma geração é algo que muitos artistas jovens almejam, eu inclusive. Um dia, dentro da área em que atuo, se eu pudesse ser um dos primeiros nomes em que as pessoas pensam quando lembram da minha geração, acho que ficaria genuinamente feliz.Mas, por enquanto, ainda sinto que tenho um longo caminho pela frente.8. Você recentemente iniciou sua turnê mundial, “LEE YOUNGJI 2.0”. O que os fãs podem esperar dessa nova fase de shows?Mais do que apenas curtir o palco sozinha, eu queria que o público sentisse que está assistindo a uma performance realmente bem produzida, então adicionei muitos detalhes para elevar a experiência como um todo.Eu faço rap, danço e canto — coisas que sempre fiz —, mas como isso se chama 2.0, vocês poderão ver uma versão mais evoluída de mim.Espero muito que vocês possam ir. Posso dizer com confiança que meu show é sempre mais satisfatório quando vivido pessoalmente.9. Como é ver sua música alcançando públicos fora da Coreia?Acho que sinto isso de verdade quando viajo para festivais ou turnês no exterior. É aí que percebo que pessoas de outros países realmente estão ouvindo minha música.Quando vejo fãs cantando as letras em coreano — às vezes até mais perfeitamente do que as partes em inglês — e sabendo até os pequenos detalhes e ad-libs das músicas, parece surreal. Pessoas do outro lado do mundo estão curtindo minha música. Quase parece algo impossível.Por isso quero continuar alcançando lugares cada vez mais distantes e amplos, o máximo que eu puder.10. O Brasil tem um público muito apaixonado por K-pop e hip-hop coreano. Você conhece a cultura ou a música brasileira?Sempre ouço funk brasileiro quando tomo banho — isso melhora meu humor instantaneamente. É tão energético. Acho que realmente amo esse tipo de vibração e energia que o Brasil tem.Nunca estive aí de fato, mas por algum motivo sempre senti que combinaria muito comigo. É mais uma sensação instintiva.Recentemente, o vídeo do cypher de Show Me the Money 12 viralizou um pouco no Brasil, então recebi muitas mensagens de fãs brasileiros. Isso me deixou muito grata e, ao mesmo tempo, me fez pensar: adoraria visitar e me apresentar aí algum dia.11. Você pode deixar uma mensagem para seus fãs no Brasil e na América Latina que apoiam seu trabalho?Não sei se vocês já ouviram falar de uma artista chamada Lee Young Ji
mas se estão lendo esta entrevista, vou interpretar isso como um sinal de que pelo menos têm alguma curiosidade sobre mim — então, sejam bem-vindos.Vou me certificar de mostrar muitos lados diferentes meus e da minha música. E se vocês acabarem gostando de mim, farei o meu melhor para retribuir esse amor da forma mais dinâmica possível.Espero que possamos nos encontrar em breve. Até lá, desejo que tenham um dia feliz — muito obrigada!
Fonte: TV Alagoas



