Apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro realizaram protestos neste domingo em várias cidades brasileiras, cobrando anistia para os condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023 e exigindo o impeachment do presidente Lula e do ministro do STF Alexandre de Moraes. Bolsonaro participou indiretamente do movimento por meio de chamadas telefônicas transmitidas em eventos no Rio de Janeiro e São Paulo.
Na orla de Copacabana, no Rio de Janeiro, o ex-presidente foi ouvido por meio de seu celular pelo senador Flávio Bolsonaro. Já na Avenida Paulista, em São Paulo, o deputado federal Nikolas Ferreira reproduziu a fala de Bolsonaro por vídeo ao vivo.
Os manifestantes vestiam roupas nas cores verde e amarelo, entoavam gritos como “Fora Lula” e “Fora Moraes”, exibiam bandeiras americanas e chamavam constantemente “Magnitsky”, referindo-se ao ministro alvo de sanções dos EUA.
Reivindicações e lideranças locais
Os participantes reforçaram a exigência de anistia ampla para todos os envolvidos nos ataques ao Congresso, STF e Palácio do Planalto, e pediram o afastamento de Lula e de Moraes. A mobilização contou com parlamentares do campo bolsonarista, entre eles Nikolas Ferreira e o vereador Leonardo Dias, que defenderam a postura do ex-presidente como reação às decisões do Judiciário.
Contexto nacional e articulação política
A mobilização integra uma série de manifestações que vêm ocorrendo desde março, com atos em diversas capitais como Brasília, Recife, Fortaleza e Porto Alegre. Em abril, Bolsonaro liderou um grande protesto em São Paulo com dezenas de milhares de apoiadores, articulando apoio político de governadores aliados e pressionando por um projeto de lei de anistia tramitando no Congresso.
Enquanto isso, o Supremo Tribunal Federal mantém firme o cronograma para levar Bolsonaro a julgamento por tentativa de golpe, e o ministro Alexandre de Moraes tem reafirmado a independência da Justiça diante de pressões externas.



