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Moraes diz que vai ignorar sanções dos EUA e que não se curva a ameaças

Durante a sessão de reabertura do segundo semestre do Judiciário, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, afirmou que as articulações golpistas ainda estão em andamento e têm como finalidade favorecer ambições particulares, em detrimento da ordem democrática e do bem coletivo.

Discurso enfático

Moraes classificou como “covardes” e “traidoras” as ações de grupos que, segundo ele, continuam tentando desestabilizar as instituições brasileiras. O ministro denunciou que essas movimentações, muitas articuladas por brasileiros que se encontram fora do país, buscam pressionar o Supremo com o auxílio de medidas externas, como sanções impostas por nações estrangeiras.

Ele alertou que essas ações não são apenas ataques políticos, mas representam uma ameaça direta à democracia. Segundo o magistrado, trata-se de uma estratégia articulada para comprometer a estabilidade institucional do país, travar investigações e proteger figuras envolvidas na tentativa de golpe de 2023.

Estratégia reiterada

Segundo Moraes, a tática desses grupos segue um padrão já conhecido: primeiro, incentivaram atos ilegais e invasões às sedes dos Três Poderes; agora, recorrem à criação de instabilidade econômica por meio de pressões externas — como aumento de tarifas comerciais — com o intuito de gerar crise social e, por consequência, deslegitimar as instituições brasileiras.

Ele pontuou que o objetivo permanece o mesmo: beneficiar interesses pessoais e bloquear o avanço das ações penais em curso. Para o ministro, essa conduta revela uma “traição ao país”.

Compromisso do STF

Mesmo diante de sanções impostas por governos estrangeiros, Moraes assegurou que o Supremo seguirá atuando com independência, sem se curvar a ameaças ou chantagens. Destacou também que o julgamento dos principais envolvidos nos atos antidemocráticos ocorrerá ainda este ano, conforme o cronograma previsto.

Outros ministros presentes reforçaram a posição da Corte e garantiram que o STF continuará exercendo seu papel constitucional com firmeza, sem aceitar interferências externas ou internas.

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