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“Não tive participação”, diz serial killer de Maceió em julgamento sobre morte de adolescente

Albino Santos de Lima, o ex-agente penitenciário conhecido como o serial killer de Alagoas, negou sua participação no assassinato da adolescente Ana Clara Santos Lima, de 13 anos, durante audiência de pronúncia realizada pela Justiça de Alagoas.

Julgamento da morte de Ana Clara

O assassinato ocorreu em agosto de 2024, quando Ana Clara foi seguida a pé por Albino em um bairro de Maceió e morta com um tiro ao buscar refúgio em uma casa vizinha. Durante a audiência, ele afirmou que não teve qualquer envolvimento no crime.

Apesar da negativa, a Justiça concluiu que há elementos suficientes para levar o caso ao júri popular. O processo inclui qualificadoras como motivo torpe, impossibilidade de defesa da vítima e feminicídio, além de evidências técnicas — incluindo exame balístico que conecta o projétil ao armamento apreendido — e depoimento de testemunhas.

Paralelo com outros julgamentos

Albino de Lima já figura em outros processos que o levarão a júri popular. Ele está pronunciado também pelo homicídio de Emerson Wagner da Silva, ocorrido em junho de 2024, quando atirou contra a vítima e um amigo — que escapou com vida. Enquanto o julgamento de Wagner já tem data divulgada, a data para a sessão sobre o assassinato de Ana Clara ainda não foi definida.

Perfil criminal e histórico

Investigado por pelo menos 18 homicídios cometidos entre 2019 e 2024, Albino é apontado como o maior assassino em série da história de Alagoas. Ele já foi condenado a 37 anos de prisão pelo crime contra Emerson Wagner. Em seus julgamentos, foram evidenciados traços de premeditação, frieza e registro de detalhes das vítimas no celular e fotos nas lápides — comportamento típico de assassinos em série.

A defesa de Albino buscou reconhecimento de inimputabilidade por problemas mentais, mas o pedido foi rejeitado, conforme a Justiça, por ausência de indícios clínicos.

Consequências judiciais

A negativa de participação no caso de Ana Clara poderá ser utilizada pela defesa no tribunal do júri, mas dificilmente impedirá a continuidade do processo, que já reúne provas técnicas, laudo da balística e confissões anteriores.

Além disso, o perfil frio, calculista e sem arrependimento poderá influenciar na análise do pedido de progressão de regime, dificultando eventuais concessões de benefícios dentro do sistema penal.

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