O rapper Oruam, nome artístico de Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, será indiciado por associação ao tráfico de drogas, resistência, dano ao patrimônio público e desacato. A decisão da Polícia Civil do Rio de Janeiro ocorre após um confronto entre o cantor e agentes da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), durante uma operação na residência dele, localizada no Joá, zona oeste da capital fluminense.
Durante a ação, os policiais cumpriam um mandado de busca para apreender um adolescente suspeito de atuar como segurança de um dos chefes do Comando Vermelho. O menor foi abordado ao sair da casa de Oruam. Nesse momento, o artista apareceu na varanda do imóvel, acompanhado de outras pessoas, lançando pedras e insultos contra os agentes. Um policial ficou ferido.
Segundo os investigadores, Oruam tentou intimidar os policiais ao se identificar como “filho de Marcinho VP”, um dos principais líderes do Comando Vermelho. Em vídeos gravados durante o confronto, ele ainda desafiou os agentes a irem até o Complexo da Penha para prendê-lo.
O cantor, de 25 anos, é conhecido no meio do funk e do trap, e já esteve envolvido em outras polêmicas. Em fevereiro deste ano, foi preso por abrigar foragidos da Justiça. Em 2024, causou controvérsia ao se apresentar com uma camiseta estampando o rosto do pai durante o festival Lollapalooza.
A Polícia Civil afirma que o adolescente fugiu do local e ainda não foi localizado. Um dos homens que estavam com Oruam foi preso em flagrante. O inquérito será enviado ao Ministério Público, que poderá formalizar a denúncia contra o artista.



