Roland Beainy, dono da rede de fast food Trump Burger, está sendo investigado pelo Serviço de Imigração e Controle de Alfândega dos Estados Unidos (ICE) e enfrenta um processo de deportação. Natural do Líbano, Beainy, de 28 anos, entrou nos EUA em 2019 como visitante e permaneceu no país após o vencimento de sua autorização, em fevereiro de 2024. Ele foi preso em maio deste ano e liberado sob fiança, com audiência marcada para novembro.
Além da infração migratória, Beainy é acusado de fraude em processo de imigração, incluindo um casamento considerado falso para obtenção de residência permanente. O Departamento de Segurança Interna dos EUA revogou sua petição de status migratório após familiares confirmarem que o matrimônio não era genuíno, configurando um esquema para contornar as leis do país.
A Trump Burger, fundada em Bellville, Texas, em 2020, é conhecida por sua temática pró-ex-presidente Donald Trump, com decoração alusiva e itens de menu como o “Trump Burger” e o “First Lady Chicken Sandwich”. Apesar do apoio público ao ex-presidente, Beainy agora enfrenta as consequências das rígidas políticas de imigração que ele próprio apoiava.
O caso evidencia a aplicação rigorosa das leis de imigração nos EUA, independente da posição política do indivíduo, mantendo a linha das políticas de deportação implementadas durante a gestão de Donald Trump. Beainy nega as acusações e aguarda a audiência enquanto segue operando os restaurantes da rede em Houston, Flatonia e Kemah.



