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STF eleva o tom e classifica como “traição à pátria” articulação de Eduardo Bolsonaro

O Supremo Tribunal Federal (STF) adotou uma postura mais dura nesta quinta-feira (1º), ao reagir publicamente às sanções impostas pelos Estados Unidos ao ministro Alexandre de Moraes. Durante sessão de reabertura do segundo semestre do Judiciário, os ministros fizeram pronunciamentos em defesa da soberania nacional e direcionaram duras críticas ao deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), acusado de ter atuado para pressionar o governo norte-americano a aplicar tarifas contra o Brasil.

“Traição à pátria”, diz Moraes

Em um discurso firme, o ministro Alexandre de Moraes afirmou que há indícios de que agentes políticos brasileiros contribuíram diretamente com sanções econômicas contra o país e contra ele próprio, no âmbito da chamada Lei Magnitsky, utilizada pelos EUA. Sem citar diretamente Eduardo Bolsonaro, Moraes fez referência a uma “traição à pátria” e classificou os envolvidos como integrantes de uma “organização criminosa covarde”.

“É inadmissível que representantes eleitos pelo povo atuem contra os interesses do próprio país, articulando com nações estrangeiras ataques à nossa soberania. Isso não é política — é traição”, afirmou o ministro.

Corte reforça independência

Outros membros do Supremo também se manifestaram. Em tom unificado, os ministros condenaram qualquer tipo de interferência internacional sobre decisões da Justiça brasileira e reiteraram que a Corte manterá sua independência diante de pressões externas ou internas.

A reação ocorre após os Estados Unidos anunciarem uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, pouco depois da imposição de sanções a Moraes, acusado por autoridades americanas de “violação de direitos humanos” por suas decisões no inquérito das milícias digitais e nos processos relacionados à tentativa de golpe em 2023.

Investigação e julgamento seguem

Apesar das pressões, Moraes garantiu que os julgamentos relacionados aos atos golpistas continuarão conforme previsto. A ação penal que envolve ex-presidentes, parlamentares e aliados permanece em fase de instrução, e os quatro núcleos investigados devem ter sentenças ainda neste semestre.

Ele também assegurou que a Justiça não se deixará intimidar por ameaças externas, e que os responsáveis por articular medidas contra o país serão responsabilizados conforme a legislação nacional.

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