A imposição de uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros pelos Estados Unidos pode gerar graves consequências para a economia de Alagoas. O estado, que tem o açúcar como principal item de exportação, pode ser um dos mais afetados pela medida.
Segundo dados recentes, mais de 97% das exportações alagoanas para os EUA em 2024 foram de açúcar. A sobretaxa imposta pelo governo norte-americano compromete diretamente a competitividade do produto alagoano no mercado internacional.
O diretor financeiro da Usina Caeté, uma das maiores do setor no estado, afirma que, caso o comprador norte-americano não aceite arcar com o custo adicional, as vendas se tornarão inviáveis. A medida pode provocar a suspensão dos contratos de exportação, gerando prejuízos significativos para o setor e ameaçando centenas de empregos diretos e indiretos.
A Federação das Indústrias do Estado de Alagoas considera a medida injustificável e alerta para o impacto direto nos investimentos e na geração de renda local. Economistas também apontam para um possível efeito cascata, com retração na atividade econômica regional e perda de receita para o estado.
Diante do cenário, produtores e representantes da indústria cobram uma resposta rápida do governo federal para tentar reverter ou minimizar os impactos da nova política tarifária dos EUA. A preocupação é que Alagoas perca espaço no mercado externo e não consiga redirecionar sua produção para outros destinos a tempo de evitar perdas irreparáveis.



